terça-feira, 1 de abril de 2014

Como criar gráficos e classificar dados no Excel

Você leu nosso outro post sobre Excel e ficou com vontade de aprender mais sobre esse software? Então, aproveite! Neste novo vídeo, apresentamos como classificar informações em ordem numérica ou alfabética e como criar gráficos que vão enriquecer seus documentos e apresentações. Depois de assistir, conte se as dicas foram úteis para você!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Brincar é explorar

Objetivos 
- Organizar um ambiente interno com diversas opções de jogos de exercício.
- Favorecer o movimento da criança e a exploração de materiais.
Tempo estimado
Durante o ano todo.

Material necessário
Jogos de exercício variados, brinquedos de encaixar, instrumentos musicais, rolos ou blocos de espuma, bolas, material reciclável etc.

Desenvolvimento
1ª etapa
Ao conceber um espaço para receber jogos de exercício, dedique algum tempo para analisar a quantidade e a qualidade dos brinquedos disponíveis. Sobre a quantidade, é importante verificar se há material suficiente para todos. Nessa faixa etária, deve haver um bom número do mesmo tipo para que os pequenos possam explorar sozinhos ou compartilhar com os colegas - nesse último caso, em atividades que não exijam tempo de espera, adaptadas ao comportamento dessa faixa etária. Sobre a qualidade, os objetos devem ser feitos de materiais seguros, com tamanhos maiores que o da boca dos bebês aberta e com diferentes cores e texturas.

2ª etapa
Organize os brinquedos em cantos diferenciados, de acordo com a habilidade que cada um deles possibilita desenvolver. Por exemplo, colchões, almofadas e rolos num lado da sala, opções de jogos para encaixar e empilhar em outro e instrumentos em uma prateleira ao alcance da turma. Com o tempo, as crianças podem ajudar na reformulação dos ambientes. Para entender a mensagem delas, atenção ao modo como se comportam os pequenos. Se reparar que há um canto aonde ninguém vai - ou que deixou de ser popular depois de algumas semanas de diversão -, vale a pena reorganizar os materiais e acrescentar novos elementos.

3ª etapa
Quando começar o momento da brincadeira, investigue de que forma os materiais disponíveis são usados. Com base nas descobertas, devem surgir outras possibilidades de exploração. Aqueles que começam a reagir aos brinquedos com sons, por exemplo, vão adorar experimentar diferentes instrumentos. Já os que conseguem empilhar peças podem brincar com cubos de diversos tamanhos e, assim, testar cada vez mais os limites de equilíbrio de uma torre.

4ª etapa
Atenção à questão do tempo: os pequenos costumam demorar mais para se envolver com um brinquedo. Eles chegam perto, mexem um pouco, largam e voltam. A noção de permanência vem com a experiência. Por isso, é importante não mudar os jogos com muita freqüência. Ao longo do ano, as crianças irão buscá-los diversas vezes e, aos poucos, tentarão realizar novas experiências com cada um deles. Nesse aspecto, a parceria do professor é muito importante. Mas não se deve impor regras ou rotular ações como certas ou erradas. Ao contrário: a mediação precisa estimular a curiosidade e a criatividade. Coloque questões como "Você gostou de batucar esse tambor?", "Por que encaixou esta peça aqui?" e "Quer pegar o aviãozinho?". Esse tipo de estímulo serve até mesmo para quem ainda não desenvolveu plenamente a fala.

Avaliação 
Observe os movimentos exploratórios da turma para encaminhar a atividade. Esse diagnóstico pode servir de base para a reorganização do ambiente - verifique, principalmente, se o conjunto de atividades favorece a mobilidade e a exploração - e para propor desafios individuais. É possível, por exemplo, estimular a experimentação perguntando: "O objeto com que você está brincando produz sons ao ser chacoalhado? Encaixa em outro maior? Abre uma portinha?" Faça anotações sobre o comportamento dos pequenos e, se possível, filme ou fotografe as interações com os jogos e com os amigos.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A inspiração para inscrever meu trabalho no Prêmio Victor Civita Educador Nota 10

Felipe e seus alunos da EJA no ano em que decidiu se inscrever no prêmio (Foto: Gustavo Lourenção)
Felipe e seus alunos da EJA no ano em que decidiu se inscrever no prêmio (Foto: Gustavo Lourenção)
Em 2012, tive a felicidade de ser um dos onze escolhidos para receber o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. Além do grande reconhecimento profissional, tive a oportunidade de conhecer professores excelentes e, desde então, várias portas se abriram para mim.
O novo regulamento do prêmio para este ano já foi divulgado (clique aqui para ler) e as inscrições começam em breve. Por isso, resolvi compartilhar com vocês como foi o meu percurso. Quem sabe isso não anima outros professores a se inscreverem?
Já conhecia o Prêmio Victor Civita por meio da revista NOVA ESCOLA e das festas de premiação, televisionadas pela TV Cultura, mas nunca tinha visto um professor da EJA estar entre os ganhadores. Penso que isso me levou a concluir de maneira errada que o prêmio não permitia a participação de professores dessa modalidade de ensino, desistindo de ler com atenção o regulamento.
Porém, em 2011, conheci o trabalho da professora Flávia Pereira Lima, de Goiânia. Junto com os alunos do 5o ano, ela refez o percurso de Carlos Chagas, realizado entre 1907 e 1910, para investigar a misteriosa doença, que passou a ser conhecida pelo seu nome.
(Aliás, Carlos Chagas é considerado um dos maiores cientistas que o Brasil já teve. Até hoje, ele é o único cientista da história a descrever completamente uma doença infecciosa: o agente causador, o agente transmissor, os hospedeiros naturais, as manifestações clínicas e a epidemiologia. Ainda assim, é pouquíssimo conhecido entre nós. Excelente escolha a da Flávia!)
A professora apresentou à turma o problema levantado por Carlos Chagas e algumas evidências coletadas por ele na época. De posse dos dados, os alunos tiveram que levantar hipóteses. Depois, elas foram confrontadas com novos dados trazidos pela professora. Tudo foi registrado com detalhes pelos alunos, que, ao final, puderam montar uma versão simplificada do mesmo quebra-cabeça que Chagas montou há mais de cem anos. Vivenciando procedimentos de uma investigação científica, os alunos sem dúvida entenderam melhor como a ciência é construída.
Ao ler o trabalho da Flávia, pensei: “Puxa vida, faço com meus alunos uma atividade muito parecida!”.
Conto para vocês como era meu projeto. Usando um exemplo da História da Ciência, montei uma atividade em que os alunos investigavam e formulavam hipóteses sobre um problema à medida que eu, aos poucos, fornecia mais dados. Havia, é claro, muitas diferenças: meu projeto propôs um estudo sobre a varíola e o foco era a análise de textos. Porém, a estrutura e os objetivos do trabalho da Flávia e do meu eram muito semelhantes.
Isso me fez pensar em inscrever um trabalho no prêmio. Porém, apresentar algo muito parecido com o que o trabalho premiado no ano anterior não seria interessante…  Pareceria uma cópia!
Será que, entre todas as atividades que conduzia com meus alunos, alguma mereceria ser enviada?  Qual delas atingia objetivos tão importantes como os da Flávia, mas com uma temática diferente?  Essas eram algumas das minhas dúvidas na época.
Pronto: estava lançada a faísca que me faria ler o regulamento e descobrir que, sim, os professores da EJA podem se inscrever!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Falar sobre higiene é o primeiro passo para um trabalho de prevenção eficiente


A chegada da puberdade causa uma grande revolução no corpo! Tudo muda. Braços e pernas se avolumam,  os seios despontam, os pelos aparecem, os genitais crescem e os cheiros se alteram, exigindo mais atenção e cuidado. E aí pode estar uma grande oportunidade para se trabalhar a autoestima e o conceito de prevenção em saúde sexual com os alunos.
Já fiz algumas consultorias para programas de Educação sexual em escolas e fico impressionada com a repetição dos temas trazidos pelas escolas todos os anos. Em uma das redes que visitei, o trabalho de prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis com os alunos do 6º ao 9º se restringia a destacar a importância do uso da camisinha.
Falar de camisinha é importante, mas se a gente repete o mesmo conteúdo com o aluno em todos os anos, isso se torna contraproducente. Os conteúdos têm que estar adequados aos interesses e à capacidade cognitiva desses estudantes.
Nesse caso, sugeri abordar o tema da higiene corporal como introdução ao trabalho de prevenção com os jovens do 6o ano. No entanto, enquanto estávamos montando o currículo, uma das professoras me questionou:
- Isso não é para ser ensinado em casa? Eu fico constrangida de falar sobre isso com os meus alunos.
Expliquei que nem todo mundo tem a oportunidade de aprender a cuidar de sua higiene em casa. E quando isso acontece, os jovens podem se tornar vítimas da falta de informação, o que pode prejudicar diretamente sua autoestima. Além disso, acredito que prevenção e higiene são formas de autocuidado e, dessa forma, os alunos podem incorporar progressivamente alguns cuidados, evoluindo dos mais simples aos  mais complexos, como o uso da camisinha.
Desenvolvemos uma cultura em que falar sobre higiene é constrangedor. Minha mãe quando se deparava com alguém com mau hálito, por exemplo, dizia não ter coragem de abordar o assunto com a pessoa.
- Eu  sinto vergonha por ela – ela costumava dizer.
O cheiro é um estímulo sexual poderoso
Quem já não ouviu comentários de garotos e garotas que perderam o encanto por alguém porque a pessoa tinha mau hálito. Outro dia, ouvi de um aluno:
- O cheiro do suor dela era tão forte que o encontro foi “brochante”!
Isso sem falar do chulé, das espinhas e da oleosidade no rosto e no cabelo,  tão frequentes na adolescência.
Higiene é fundamental. Não só porque interfere na socialização e no interesse sexual, mas também porque é importante para a saúde. Inúmeras doenças, principalmente na pele e nos genitais decorrem da falta dela.
O primeiro passo para a prevenção
Cuidar da nossa higiene é o primeiro passo para ensinar alguém a se prevenir. Com uma brincadeira ou em uma roda de conversa, o professor pode fazer crianças e adolescentes entenderem que eles têm um corpo que tem dono: eles mesmos.
Esta chamada é muito importante para eles perceberem que a responsabilidade pelos cuidados com o próprio corpo é só deles, não pode ser delegada a outra pessoa. Outro ponto fundamental quando se trata da prevenção às DSTs.
Listo alguns conteúdos que não podem faltar na hora de falar com a turma sobre a origem das secreções corporais e como lidar com alguns odores mais significativos.
Corpo mal cheiroso
O ser humano possui glândulas sudoríparas responsáveis pela eliminação do suor, que  se tornam mais ativas a partir da puberdade. Esta secreção serve de alimento para as bactérias presentes na pele, principalmente nas áreas com mais pelos, como as axilas, provocando aquele cheiro desagradável de suor.
Há pessoas que têm uma maior concentração destas glândulas. Tudo depende da etnia e da genética. Mas, qualquer pessoa que pratica exercícios físicos ou passa muito tempo em ambientes quentes e fechados, acaba exalando mau cheiro. O suor se acumula sobre a pele e as bactérias “fazem a festa”, gerando um odor desagradável, que se impregna no corpo e na roupa. Para resolver esta situação desagradável, a receita é bem simples: banho todo dia. Ensaboar bem as axilas com água e sabão e aplicar um desodorante no local.
Chulé
O chulé é um odor causado pela proliferação de fungos e bactérias entre os dedos dos pés quando há excesso de umidade, geralmente provocada pelo suor. Essa umidade favorece o aparecimento de micose e fissuras entre os dedos, conhecidas popularmente como “frieira” ou “pé de atleta”. Quando isto ocorre, é inútil ficar colocando qualquer tipo de talco. É necessário que se use um fungicida.
Para evitar o chulé basta enxugar bem entre os dedos após o banho e usar sempre meias limpas e de preferência de algodão. Além disso, ajuda bastante, ficar descalço ou com o pé arejado sempre que possível e ainda alternar a utilização dos calçados.
Mau hálito
Existem muitas causas para o mau hálito: refluxo do estômago, inflamação na garganta ou nas amídalas, presença de resíduos de alimentos entre os dentes, cárie dentária ou inflamação da gengiva. Para prevenir ou resolver este incômodo, deve-se procurar um médico para poder tratar o problema de estômago, garganta ou amídalas, visitar o dentista pelo uma vez por ano para tratar ou prevenir as cáries, e principalmente, escovar bem os dentes após cada refeição, não esquecendo de usar fio dental.
Esmegma
É uma secreção esbranquiçada, parecendo leite talhado, que se acumula sob o prepúcio, nos homens, e ao redor do clitóris e nas dobras dos pequenos lábios, nas mulheres. O acúmulo de esmegma causa um odor desagradável e pode facilitar a ocorrência de infecção, tanto no pênis como na vulva. Para evitar esse desconforto e prevenir infecções, os garotos devem puxar a pele do prepúcio para trás e lavar a glande com água e sabão diariamente.  Já a garota deve lavar sua vulva  todos os dias e evitar usar calcinhas de tecido sintético.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Saiba o que são e como utilizar os agregadores de conteúdo

É comum você se sentir perdido em meio à avalanche de informações despejadas todos os dias na internet? Mesmo quando você escolhe seus sites para pesquisa, é difícil, na correria do dia a dia, conseguir acessá-los diariamente para se manter informado, não é verdade?
Então, saiba que existe uma ferramenta que pode ajudá-lo a acessar facilmente todas as atualizações de suas páginas preferidas. São os agregadores de conteúdo. Eles podem ser instalados em seu computador, tablet ou smartphone para compilar, de tempos em tempos (você determina a periodicidade), os novos conteúdos publicados nos sites que você escolher. Aí, em vez de ter que acessar as páginas uma a uma, as atualizações ficam disponíveis em um só lugar.
Como funciona?
Os agregadores são programas leitores de documentos baseados na tecnologia RSS (sigla em inglês para Really Simple Syndication), uma linguagem de formato simplificado para apresentação do conteúdo de um site, identificada pela imagem que aparece no início deste post.
Para acessar as informações dessa forma, você só precisa selecionar e instalar um leitor de RSS em seu dispositivo digital (computador, tablet ou smatrphone) e indicar em quais sites o programa deve buscar pelos feeds, como são chamadas essas atualizações. Outra alternativa é assinar o serviço de RSS dos sites de seu interesse. Geralmente, ele aparece ao lado dos ícones das redes sociais ou no rodapé da página.
A seguir indicamos três agregadores de conteúdo gratuitos e fáceis de utilizar.
Feedly
Ótima opção para quem procura um leitor que funcione em diferentes dispositivos. O aplicativo conta com versões para os sistemas operacionais IOS e Android e pode ser instalado no computador como extensão do navegador Google Chrome. Sua aparência é similar a de um portal de notícias, com a diferença de que você pode navegar em vários sites partindo de um só lugar.
RSS Feed ReaderSe você utiliza o Google Chrome para acessar a internet, este pode ser o agregador mais indicado. Ele funciona como uma extensão desse navegador. Depois de instalado, é possível acessá-lo através de um botão posicionado no canto superior direito do Chrome, ao lado da barra de endereço.  Ao clicar no título, o conteúdo escolhido carrega diretamente na janela do navegador.
Flipboard 
Este aplicativo é para quem adora ver as novidades pelo celular e não abre mão de um visual caprichado. Com versões para IOS e Android, esse agregador proporciona uma navegação fácil e divertida, com os assuntos de interesse exibidos em um mosaico que lembra as editorias de uma revista.

terça-feira, 25 de março de 2014

Formação de professores – O que priorizar no planejamento?

Observando a rotina nas diferentes turmas, fiquei impressionada como as crianças passam muito tempo esperando
Observando a rotina nas diferentes turmas, fiquei impressionada como as crianças passam muito tempo esperando. Foto: Gabriela Portilho
Trabalhar em Educação é um privilégio. Mesmo! Adoro esse começo de ano letivo, momento de reinício, novos alunos, novos professores e, é claro, novos olhares. Não sei se por conta das experiências vividas, se porque estudamos mais, aprendemos com os bons professores ou com as respostas das crianças – talvez um pouco de tudo isso –, mas nosso olhar fica mais exigente a cada ano e, em todas as turmas, queremos que os encaminhamentos sejam coerentes com a concepção de aprendizagem e de criança que temos.
Entretanto, a realidade não é assim. Somente por meio da formação e da reflexão sobre a prática é que poderemos qualificar os fazeres pedagógicos. Alguns conteúdos precisam ser foco das formações, pois passamos a achar que é imprescindível que aconteçam em todas as turmas. Como, então, elencar quais são fundamentais?
Na condição de coordenador(a), o grande trunfo que temos é poder acompanhar os encaminhamentos de cada professor. Encontramos ótimos trabalhos, mas também atuações que deixam muito a desejar. Em uma escala de prioridades, muito particular, estabeleci alguns conteúdos essenciais:
  • Gestão da sala de aula: saber encaminhar as atividades, envolvendo  todos os alunos, com propostas bacanas; as crianças a par do que farão; sem tempo de espera e sem regras tolas, como não poder conversar ou sair do lugar; e saber fazer as mudanças na rotina, intercalando momentos de maior concentração com momentos mais descontraídos.
  • Relacionamento e liderança junto às crianças: o professor precisa conhecer cada aluno, saber como lidar com conflitos, desafios e dificuldades que um grupo naturalmente gera.
  • Conhecimento dos saberes das crianças e dos conteúdos de aprendizagem:saber como se aprende e que tipo de atividade é estruturante para abordar cada conteúdo .
Dentro desses três grupos de conteúdos, existem inúmeros aspectos. Em uma escola em que estou fazendo assessoria, por exemplo, ficou visível que muitas tarefas podem ser aperfeiçoadas. Mas, seguindo a premissa básica de um projeto de formação: “é preciso escolher um aspecto de cada vez”, minha decisão foi eliminar o tempo de espera das crianças.
Observando a rotina nas diferentes turmas, fiquei impressionada como as crianças passam muito tempo esperando. Esperam todos chegar para começar uma atividade, depois esperam todos terminar para fazer outra, fazem fila e andam em fila, como se isso existisse! Até no refeitório, elas precisam esperar todas as turmas chegarem para serem servidos; só podem ir para o pátio brincar quando todos da turma terminam o lanche e, no fim do período, precisam ficar sentadinhas com suas mochilas esperando os pais – algumas crianças chegam a ficar 30 minutos sentadas esperando e sem fazer nada. Se nós, adultos, já achamos muito chato ficar esperando, imagine querer que crianças de 2 a 5 anos o façam?
Sei que precisarei ser muito cuidadosa para trazer esse assunto à tona, pois certamente os professores acreditam que tudo isso é necessário para organizar o trabalho e, principalmente, para controlar as crianças. Então, minha intenção é reverter a situação: introduzir o momento de atividades diversificadas tanto na entrada como na saída das crianças; refletir sobre a necessidade da fila, quando e como ela acontece na vida real; discutir com o grupo a questão da autonomia das crianças; e, paulatinamente, estabelecer uma rotina mais dinâmica em que o trabalho acontece o tempo todo sem precisar que o grupo inteiro o faça ao mesmo tempo.
Agora que já identifiquei o maior problema e visualizo como deve ser na prática do dia a dia da escola, vou me dedicar a planejar como tornar tudo isso observável para os professores, tematizar os melhores encaminhamentos de dentro da própria escola e elaborar com o grupo de professores uma reorganização da rotina e do papel do professor e da criança. Ufa!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Beatriz de Paula Souza: "Problema de aprendizagem não é doença"

Em bate-papo ao vivo com os leitores de NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR, a psicóloga Beatriz de Paula Souza defende que não se pode tratar problemas de comportamento e aprendizagem com remédio. Veja também: currículo do Ensino Básico não deve ser decisão do professor, defende o presidente do Inep.