domingo, 25 de agosto de 2013

SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO.

1 de August de 2013 às 18:13 | Sexualidade

O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV. E as mulheres são as suas principais vítimas. O HPV é responsável por 90 % dos casos de câncer de colo do útero. Este é o segundo tipo de câncer mais incidente nas mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.
Por este motivo a vacinação de meninas, antes de iniciarem a vida sexual, é fundamental para a sua saúde.
Para que os familiares e a própria garota desenvolvam a motivação para aderir à vacinação, é de suma importância a aquisição de conhecimento sobre este vírus e suas consequências. A vacina só poderá ser aplicada com a autorização dos pais. A escola tem o papel fundamental de conscientizar os responsáveis sobre a importância da imunização e  debater o assunto na escola com pais e filhos.
Para isso, preparei uma sugestão de dinâmica que pode ajudar a abordar esse assunto em sala de aula.
O HPV na roda
1 .  Aquecimento
Faça uma roda de conversa. Convide seus alunos para arrumar a sala com as carteiras encostadas na parede e as cadeiras em suas frentes, formando uma grande roda. Dê início a conversa falando que o tema de hoje é HPV (Use as provocações abaixo para estimular a conversa, fazendo pequenos cartazes no tamanho de uma folha de papel sulfite com as palavras que estão em negrito).
Vocês já ouviram falar em…
HPV
Ele é um …
Vírus
Que tem um nome engraçado…
Papiloma Vírus Humano
Quem sabe o que ele causa numa pessoa?
Verrugas
Quem já viu uma verruga? Ela é provocada pelo contato da pessoa com este vírus. Mas, existem vários tipos de HPV…
GRANDE FAMÍLIA
    + de 100 TIPOS
Ele pega em todo mundo que entrar em contato com ele…
HOMENS
MULHERES
Cada tipo de vírus é de um jeito. Uns são mansinhos, não fazem nada no organismo e desaparece espontaneamente, sem precisar de tratamento. Outros causam verrugas mais simples, como por exemplo as verrugas nos dedos, mas há aqueles que causam verrugas no genitais e outros mais perigosos, os verdadeiros vírus do mal, que quando se pega, não aparece nada no corpo, mas por meio de exame específicos o médico consegue identificá-los. Estes últimos tipos são responsáveis por causar:
CÂNCER NO COLO DO ÚTERO (PRINCIPALMENTE)
CÂNCER NO PÊNIS
CÂNCER DE GARGANTA
Estes vírus recebem um número para serem identificados. Esses números funcionam mais ou menos como o RG deles. Por exemplo:
6 e 11 – causam verrugas genitais
16 e 18 – causam câncer de colo do útero, pênis e garganta
A transmissão ocorre por meio do contato direto com o vírus, que pode ser:
Contato com objetos infectado
Parto
Relação sexual  (principalmente)
 2. Ação
Diga aos alunos que neste momento vamos fazer uma brincadeira para entender  melhor como se pega o vírus na região genital e como se proteger dele.
Material necessário:
6 cartelas com as seguintes frases:
-      Usar roupa íntima de outra pessoa (faça um X numa das extremidades da tarja)
-      Fazer sexo sem camisinha (faça um X numa das extremidades da tarja)
-      Usar toalha de banho de outra pessoa
-      Conversar
-      Abraçar
-      Parto normal
Peça que todos fiquem de pé e se dividam em 6 grupos. Depois, entregue uma tarja para cada um.  Em seguida, peça para que analisem se esta ação é ou não de risco para se pegar o HPV na região genital. Dê aproximadamente 5 minutos para realizarem esta etapa.
Cada grupo deve escolher um representante para apresentar sua conclusão. Enquanto isso, o professor escreve no lado direito da lousa “ASSIM PEGA “ e no lado esquerdo  “ASSIM NÃO PEGA”.
Quando todos os grupos estiverem prontos, o professor pede que os representantes de cada grupo, com a cartela na mão, se posicionem ao lado da afirmação que corresponde a sua ação escrita na tarja.
Peça para cada um ler sua ação e em seguida justificar sua opinião. Após a fala de cada representante, o professor deve perguntar aos demais grupos se concordam ou não com a opinião do colega e complementar ou corrigir informações, se necessário.
Depois de finalizada esta etapa, o professor deve dizer que tem algumas cartelas que tem um “X” no cantinho do papel.  O professor deve pedir para os representantes cujas cartelas contenham o “X”mudem de posição, passando para o lado do “ASSIM NÃO PEGA”. Diga a todos que o “X” significa que estas pessoas tinham tomado a vacina contra HPV e que, portanto, mesmo praticando uma ação de risco, não se infectaram.
Peça para todos sentarem e abra para os comentários.
3. Comentários
O educador comenta que algumas pessoas no grupo já devem saber a respeito da vacina contra o HPV e pregunta se alguém já tomou ou conhece alguém que tenha tomado a vacina. Peça para comentarem. Em seguida, complementa  e dá mais informações sobre a  vacina:
-      Será disponibilizada nas unidades de saúde e nas escolas públicas a partir de 2014
-      Inicialmente, somente meninas de 10 e 11 anos serão vacinadas
-       A vacina é quadrivalente, ou seja,  previne contra 4 tipos de vírus: o 6, o11, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.
-      A vacina é divida em três doses. O intervalo entre a primeira e a segunda é de 60 dias. A terceira dose deve ser tomada seis meses após a primeira.
É importante que o professor ressalte que a vacina, juntamente com outras iniciativas, como o uso da camisinha em todas as relações sexuais, é uma grande aliada para garantir uma futura vida sexual mais saudável e segura para todos e incentive os alunos a discutirem o assunto em casa.
Você já conversou com seus alunos sobre esse tema? Qual é sua opinião sobre a dinâmica proposta?  Que temas você gostaria de ver discutido em nosso blog? Deixem seus comentários aqui para que juntos possamos compartilhar conhecimentos, discutir novas abordagens e aperfeiçoar esta sugestão de dinâmica.

Bom trabalho e até a próxima!

sábado, 24 de agosto de 2013

GERAÇÃO "C".

Entender a Geração C (Connected Collective).
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:23 hs.
23/08/2013 - Portal Instituto Claro

Reportagem publicada pelo Instituto Claro aborda a relação dos jovens midiáticos, que estão em idade escolar, e seus professores. Especialistas falam sobre o assunto.

Para quem vive o dia a dia da educação, é notório que a geração atual de jovens em idade escolar possui hábitos de comunicação diferentes das gerações anteriores, principalmente pela forma como lida com a tecnologia e utiliza os recursos da internet para comunicar, aprender e se divertir. Um dos conceitos desenvolvidos para compreender esses jovens é o da “Geração C”, criado por Dan Pankraz, especialista australiano no universo jovem.

A professora e assessora de tecnologia educacional, Elizabeth Fantauzzi, afirma que a escola e os professores precisam se aproximar do universo conectado dos jovens e se apropriar desses dispositivos como ferramentas pedagógicas.

Um dos problemas que a educação precisa enfrentar, segundo ela, é a existência de dois comportamentos que o aluno apresenta atualmente: um dentro da escola, onde ele é passivo e somente recebe informações, e um fora da escola, quando cria vídeos, posta em blogs e vive em redes. “A escola deve retomar seu papel de referência, ajudando os jovens a se sentirem estimulados também no ambiente de aprendizagem para construírem conhecimento e criarem conteúdos cada vez melhores, derrubando as fronteiras entre a sala de aula e o mundo lá fora”, diz a professora.

Na maioria das vezes, os jovens lidam com as tecnologias digitais de forma mais natural que seus professores. “São indivíduos que veem menos barreiras para seu potencial realizador e também são seres eminentemente céticos, que recorrem a múltiplas fontes de informação quando desejam formar opinião sobre algo”, destaca o professor de Branding na Pontifícia Universidade Católica de Minas gerais (PUC-MG), Rodolfo Araújo.

A fluência nos meios digitais pelos jovens não vem por acaso: “Pesquisas apontam que eles chegam a trocar, em média, 3,3 mil mensagens por mês. Imagine o que flui de relevante nesse volume”, destaca. Estes números podem assustar pessoas não habituadas ao impacto das tecnologias digitais, mas não podem passar despercebidos pelos professores.

“A referência na formação dos jovens é o professor. Ele deve estar inteirado sobre os impactos das TICs”, afirma Elizabeth. A forma mais efetiva para atingir este objetivo, segundo ela, é proporcionar vivência online para formar e atualizar os educadores.

Conceito traduz o perfil do público jovem e conectado

A ideia de Geração C (letra que vem de Connected Collective) foi criada por Dan Pankraz, diretor de planejamento e estratégias para o público jovem da DDB Sydney. Ele se refere a pessoas de 10 a 35 anos que estão conectados, co criam conteúdos, customizam suas experiências com os dispositivos, se organizam em comunidades e são extremamente curiosos. Prankz listou uma série de características que servem de dicas para quem produz conteúdo para a Geração C, entre elas: ser relevante, útil e divertido; e permitir que eles participem e também produzam conteúdos.
Fonte: JM News - Ponta Grossa/PR

MEIO AMBIENTE

23/08/2013 - A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou nesta quarta-feira (21) proposta que obriga escolas da rede pública e privada a estabelecer programa de eficiência no uso de energia e água, no reuso e na reciclagem de materiais e na destinação correta de resíduos.

Pelo Projeto de Lei 4609/12, do deputado Edson Pimenta (PSD-BA), as escolas deverão adotar o Programa de Ecoeficiência como parte da educação ambiental formal e não formal. O projeto altera a Lei 9.795/99, que trata da educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental.

De acordo com a proposta, a implantação do programa deverá ocorrer como uma prática educativa integrada e deve contar com a participação da comunidade escolar e da sociedade para planejamento, organização e execução.

Para o relator na comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), o projeto ajudará as novas gerações a compreender a importância da sustentabilidade. "Esse projeto nos permite incutir nas novas gerações, através da escola, esses conceitos de preservação de uma relação mais harmônica, menos predatória entre o ser humano e a natureza", afirmou.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será examinado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara)
Fonte: Jornal da Ciência

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

COMO ATRAIR OS PAIS PARA A ESCOLA.

Como atrair os pais para a escola
Veja como é possível estreitar a relação com a família e formar uma parceria produtiva

Foto: Daniel Aratangy
Todo educador sabe que o apoio da família é crucial no desempenho escolar. Pai que acompanha a lição de casa. Mãe que não falta a nenhuma reunião. Pais cooperativos e atentos no desempenho escolar dos filhos na medida certa. Esse é o desejo de qualquer professor.

Segundo um estudo publicado no Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, as crianças que freqüentam festas e reuniões familiares têm mais saúde, melhor desempenho escolar e maior estabilidade emocional. E mesmo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), de 1999, apontou que nas escolas que contam com a parceria dos pais, onde há troca de informações com o diretor e os professores, os alunos aprendem melhor.

Diversos educadores brasileiros também defendem que a família realize um acompanhamento da escola, verificando se seus objetivos estão sendo devidamente alcançados.

Essa atuação dos pais ainda é bem rara, de acordo com os resultados de pesquisa realizada no ano passado pelo Observatório do Universo Escolar. A instituição, um braço do Instituto La Fabbrica do Brasil, parceira do Ministério da Educação, ouviu mais de 100 pais e educadores da rede pública e privada de todo país e constatou que só 13% das escolas públicas mantêm um relacionamento próximo com a família. Por outro lado, 43,7% dos pais de alunos da rede pública acreditam que, se fossem promovidos mais encontros e palestras interessantes, haveria maior integração com a escola.

Por que pais e professores ainda não conseguem se entender? Segundo a mesma pesquisa, a maior parte dos educadores atribui aos pais a origem dos problemas de disciplina. E apontam como fatores o novo modelo familiar, no qual os adultos permanecem pouco tempo em casa, ou ainda aquele que apresenta uma organização diferente da tradicional.

Confusão de papéis

Para a pedagoga Márcia Argenti Perez, do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, que estuda os conflitos entre a escola e a família, a culpa é do tempo maluco em que vivemos. "Mudanças que antes ocorriam em 100 anos agora acontecem em dez e está muito difícil acompanhar as novas exigências sociais e culturais", diz.

Hoje há uma confusão de papéis, cobranças para as duas instituições e novas atribuições profissionais para você. "Parece haver, por um lado, uma incapacidade de compreensão por parte dos pais a respeito daquilo que é transmitido pela escola. Por outro lado, há uma falta de habilidade dos professores em promover essa comunicação", afirma outro estudioso do assunto, o professor Vítor Paro, também da USP.

A escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim eles vão se sentir comprometidos com a melhoria da qualidade escolar. Muitas instituições não informam à família sobre o trabalho ali desenvolvido e isso dificulta o diálogo. "Ou os pais cobram o que não deveria ser cobrado ou ficam desmotivados e não participam de uma comunidade que não deixa claros seus objetivos e dinâmicas", afirma Márcia.

Como melhorar a relação

A discussão deve avançar na procura das melhores oportunidades de promover um encontro positivo entre pais e professores. Para isso acontecer, alguns conceitos precisam ser revistos.

Perceba a construção da família atual e não mistifique o modelo do passado como ideal.

Tenha claro que é direito dos responsáveis pelos estudantes opinar, fazer sugestões e participar de decisões sobre questões administrativas e pedagógicas da escola. "A educação é um serviço público, e o pai, um cidadão que deve acompanhar e trabalhar pela melhoria da qualidade do ensino", afirma a consultora pedagógica Raquel Volpato, de Botucatu (SP).

Apóie a Associação de Pais e Mestres, para que ela não se restrinja a apenas arrecadar dinheiro. Não dá para contar com os pais apenas na organização de festas.

Para que as reuniões tenham quórum, é preciso ter objetivos bem definidos e conhecer as famílias e a comunidade em que a escola está inserida. Planejamento é essencial. "A reunião não pode ser vista como uma prestação de contas", diz a pedagoga Márcia Argenti Perez.

Reflita sobre os preconceitos e as discriminações existentes na escola. Não é necessariamente o grau de instrução do pai e da mãe que motiva uma criança ou um adolescente a estudar, mas o interesse em participar de suas lições de casa e da vida escolar. "Como muitos pais têm um histórico de exclusão e fracasso escolar, existe medo e vergonha de trocar idéias e conversar com os educadores", afirma Márcia.

Não parta do princípio de que a família precisa ser ajudada pela escola e sim de que a escola precisa dela.

Todo diretor tem que dar conta da participação familiar e para isso a gestão não pode ser autoritária.
Quer saber mais?

Unidade de Educação Infantil Erê, Passagem Nossa Senhora da Guia, s/nº, 66115-320, Belém, PA, tel. (0_ _91) 233-8454 

BIBLIOGRAFIA 

Qualidade do Ensino: A Contribuição dos Pais, Vitor Henrique Paro, 126 págs., Ed. Xamã, tel. (0_ _11) 5081-3939, 14 reais 

Reunião de Pais: Sofrimento ou Prazer?, Beate G. Althuon e outros, 116 págs., Ed. Casa do Psicólogo, tel. (0_ _11) 3034-3600, 14 reais

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DIA DO FOLCLORE

Projeto
O bumba meu boi para refletir sobre folclore
Introduçãohttp://www.gstatic.com/orkut/api/orkut_mini-001.gif
O bumba meu boi é uma das lendas mais conhecidas do folclore brasileiro. Nascida no século 18, a dança está presente em diversos estados com diferentes nomes: boi-calemba em Pernambuco, boi janeiro na Bahia e boi de mamão em Santa Catarina. É uma porta de entrada interessante para abordar a diversidade na cultura popular.
Objetivos
- Discutir as relações entre folclore, cultura popular/cultura erudita e literatura;
- Refletir sobre a possibilidade do folclore e da cultura popular com forma de resistência e preservação da memória e história social de um povo;
- Refletir sobre os efeitos dos processos de apropriação e do apagamento da cultura popular e da substituição de elementos do folclore nacional por elementos de outras culturas.
Conteúdos
- Folclore: definição e relação com as culturas popular e erudita.
- Cultura popular: construção, preservação e apagamento/substituição.
Anos
6º ao 9º.
Tempo estimado
Dois meses.
Material necessário 
Cartolina ou papel kraft, cola, tesoura, canetas hidrográficas, caixas de papelão, embalagens cartonadas; embalagens de ovos, potes de iogurte, folha de papel (preferencialmente já descartadas e que possam ser reutilizadas), retalhos de tecidos diversos, livros sobre folclore, cultura popular e Literatura Brasileira.
Desenvolvimento
1ª etapa - Contextualização do que é folclore
Inicie o trabalho conversando com os alunos o que eles consideram como elementos do folclore e o que diferencia a cultura popular da chamada cultura erudita. Anote as opiniões no quadro negro e, posteriormente, apresente os conceitos teóricos sobre cultura e folclore realizando a mediação entre as impressões dos alunos e esses conceitos.
Para se embasar sobre o assunto, é recomendável ler antes da aula o texto Cultura popular: revisitando um conceito historiográfico, de Roger Chartier. No texto é possível encontrar as diferentes definições de cultura popular, que podem ser divididas em dois grandes grupos: um que a considera autônoma, com lógica própria e completamente irredutível à cultura letrada. E um que, focalizando as hierarquias existentes no mundo social, percebe a cultura popular em suas "dependências e carências em relação à cultura dos dominantes”.
Uma das classificações possíveis para definir folclore para os alunos é identificá-lo como o conjunto das manifestações culturais de um povo, que está em constante mudança e que conta com a participação de elementos populares e eruditos. Com base no texto, conte a eles que as duas definições só podem ser entendidas se consideradas como teorias que se complementam, ou seja, as culturas erudita e popular convivem e se influenciam. Encaminhe o debate para uma discussão sobre a importância das lendas e mitos para a cultura de um povo e a influência deles na caracterização de uma identidade nacional.
Logo após a explicação, informe à classe os objetivos do projeto: em resumo, ele visa o estudo de algumas características do folclore brasileiro a partir do bumba meu boi. Conte que a lenda será trabalhada em aula para que os alunos se familiarizem com a história. Explique que o produto final das atividades será uma representação do bumba meu boi. Isso será feito por meio de um teatro de fantoches produzido pelos próprios alunos.
2ª etapa - Apresentação da lenda do bumba meu boi
Informe à classe que chegou a hora de conhecer a lenda do bumba meu boi. Leia a lenda para os alunos e tire as dúvidas que eles possam ter sobre o assunto. Explique que a festa do Boi constitui uma espécie de ópera popular. Basicamente, a história se desenvolve em torno de um rico fazendeiro que tem um boi muito bonito. Esse boi, que inclusive sabe dançar, é roubado por Pai Chico, trabalhador da fazenda, para satisfazer a sua mulher Catirina, que está grávida e sente desejo de comer a língua do boi. O fazendeiro manda os vaqueiros e os índios procurarem o boi. Quando o encontram, ele está doente, e pajés são chamados para curá-lo. Depois de muitas tentativas, o boi finalmente é curado, e o fazendeiro, ao saber do motivo do roubo, perdoa Pai Chico e Catirina, encerrando a representação com uma grande festa.
Aproveite para contar que as representações do bumba meu boi acontecem em vários estados do Brasil e não possuem datas fixas para acontecer.
Ao fim dessa etapa, solicite aos alunos que tragam caixas de ovos, embalagens cartonadas, canetas coloridas e tesouras sem ponta e avise que a classe irá construir marionetes com as quais farão a representação teatral do Bumba meu boi.
3ª etapa - Familiarização com as diferentes expressões do bumba meu boi
Antes de iniciar a confecção das marionetes, apresente um vídeo que explica as diferentes manifestações da festa por todo o Brasil (nos dicionários e textos sugeridos na reportagem Folclore, uma bibliografia comentada, link é possível encontrar informações para complementar a exposição). Os professores ainda devem chamar a atenção dos alunos para os fatores sociais que a lenda suscita, como a questão da fome e o mito dos desejos da mulher grávida, a maneira como uma mesma história une todo o país sendo modificada pelos sotaques das diferentes regiões, mas mantendo a essência, o conteúdo básico.
Antes de exibir o vídeo, explique aos alunos que o boi é a principal figura da representação. Ele é feito de uma estrutura de madeira em forma de touro, coberta por um tecido bordado ou pintado. Nessa estrutura, prende-se uma saia colorida, para esconder a pessoa que fica dentro dele, que é chamada de "miolo do boi". Ainda há também as burrinhas, feitas de maneira semelhante ao boi, porém menores, e que ficam penduradas por tiras, como suspensórios, nos ombros dos brincantes.
Conte aos alunos que todos os personagens que fazem parte da encenação são representados de maneira alegórica, com roupas muito coloridas e embalados por coreografias. Peça para que os estudantes escolham qual manifestação do Boi querem interpretar e solicite uma pesquisa sobre as particularidades da festa no estado brasileiro escolhido.
Bumba meu boi do Maranhão


4ª etapa - confecção das marionetes
Logo após a explicação sobre o bumba meu boi, os alunos aprenderão a fazer os elementos que serão utilizados no teatro de bonecos. Para que consigam visualizar e aprender a técnica, o professor pode exibir mais dois vídeos, que ensinam como a confecção dos fantoches é feita. É importante, entretanto, dar liberdade de criação para que o grupo possa apropriar-se culturalmente da produção.
Manufatura de Fantoches de Bumba meu boi
Manufatura de Marionetes de Bichos - Boi


5ª etapa - Representação da história
Depois da confecção dos fantoches, os alunos passarão a elaborar a representação da história que será apresentada. A sala construirá a representação da narrativa. Nesse momento, algumas cópias da lenda do Boi podem ser distribuídas aos alunos para que sirvam como material de apoio. Os alunos devem usar também as pesquisas que fizeram para montar o roteiro da apresentação. Nesta etapa é importante que os professores de todas as áreas auxiliem as turmas a manter o foco no duplo objetivo da ação, que não é só elaborar bonecos, mas resgatar culturalmente uma tradição.
6ª etapa - Apresentação de uma classe para outra
Nesta etapa, os alunos apresentarão para as crianças do Ensino Fundamental I a lenda que aprenderam. Dividida em dois momentos: o primeiro será o de contar a lenda e o segundo o da apresentação do teatro de bonecos. A atividade pode ser feita no pátio ou por meio de visitas de uma sala a outra.
Produto final
Apresentação do bumba meu boi.
Avaliação 
Observe a participação dos alunos em cada uma das etapas e verifique se eles conseguem entender a relação entre folclore e cultura popular: de que forma a manutenção de tradições culturais representam os elementos da cultura local e como ela pode se transformar por meio da apropriação de elementos externos?
A apresentação será fundamental para que o professor perceba se os alunos conseguiram de fato apreender todo o conteúdo explicado durante os dois meses de trabalho. Ainda resta alguma confusão? A história foi representada de forma a fazer que os outros alunos que assistiram possam entender o que é o Bumba meu boi? O que pode ser melhorado?
Tomando como base o trabalho apresentado pelos alunos, pode ser interessante retomar o que não ficou bem entendido. Vale a pena, por exemplo, fazer uma avaliação numa roda de debate posterior à apresentação, em que todos falam e o professor também coloca sua avaliação crítica.

Consultoria MARCIO AUGUSTO DE MORAES, Doutor em Literatura Comparada e Teoria Literária (USP) e Professor de Literatura do Colégio Ítaca, em São Paulo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MATEMÁTICA - QUEM POUPA SE DIVERTE E APRENDE.

20 de August de 2013 às 13:45 | Educação Infantil - Leninha Ruiz, Gestão Escolar

Projeto para trabalhar o sistema monetário: aprendizagem e diversão na certa!
Um faz de conta que faz muito sucesso na turma de 5 anos é o mercadinho. As crianças simulam situações de compra e venda, se dividem entre os papeis de vendedor, comprador e caixa e discutem valores com notas de brincadeira. Com essa atividade, além de aprenderem, elas se divertem muito!
Hoje, vou aproveitar o gancho do post da semana anterior sobre o ensino de Matemática para os pequenos dessa idade (acesse aqui) e vou compartilhar com vocês um plano para trabalhar o sistema monetário, elaborado por mim e pelos professores da escola Maria Alice Pasquarelli.
Considerando os objetivos do eixo de Matemática e observando a turma entusiasmada desse jeito que contei que pensamos no projeto “Quem poupa se diverte!”. Nele, planejamos atividades que envolvem o uso do nosso sistema monetário, a contagem de moedas, a ordenação e comparação de valores, o registro de quantidades monetárias e a realização de cálculos mentais e escritos a partir de situações problema. Todo esse trabalho tem um objetivo final (além do principal, que é a aprendizagem!): realizar um passeio bem bacana com os pequenos na última semana de aula.
Como o projeto funciona?
Logo no início, compartilhamos o objetivo do projeto com as crianças, dizendo que temos que juntar moedas para atingir um determinado valor para fazer o passeio. A saída pode ser passar o dia num sítio (com direito a passeio de charrete e piscina) ou outro local que seja legal. Antecipadamente, verificamos todos os custos por pessoa, inclusive do transporte, para que tenhamos uma meta. Geralmente, o valor fica em torno de 50 reais.
Na reunião de pais, apresentamos o projeto, que dura dois meses, e explicamos a importância de eles enviarem as moedas paulatinamente. Sugerimos que responsáveis comecem mandando 10 centavos para que os meninos aprendam a contar de 10 em 10. Depois, passamos para moedas de outros valores.
Para organizar todo o dinheiro, a escola compra dois cofres de plástico (porquinhos bem grandes!) para cada turma, que escolhe um nome para o banco de sua classe. A poupança é feita coletivamente, mas cada criança tem sua própria caderneta para registrar os valores que trouxe (veja aqui um exemplo). Depois de algumas semanas, enviamos um bilhete para as famílias informando o quanto seus filhos já têm e o quanto falta para atingir o valor estipulado.
Lidando com as famílias
É claro que temos algumas crianças que não trazem as moedas. Por isso, para entender a situação, procuramos conversar diretamente com os responsáveis para saber o motivo. Em alguns casos, as famílias têm condições financeiras, mas não participam da vida escolar dos filhos. Essas são as que, geralmente, nos apresentam mais dificuldade. Em outros, os familiares não têm condição financeira, mas, mesmo assim, enviam as moedas que podem.
Se não atingirem o valor necessário, a Associação de Amigos da Escola completa o que falta.
Independentemente de trazerem moedas ou não, todos os pequenos participam das atividades de contagem e registro de valores, pois fazemos cópias coloridas e plastificadas do dinheiro (veja aqui um modelo).
Abrindo o cofre
Depois de participarem de várias propostas envolvendo o sistema monetário (acesse aqui o planejamento), as turmas abrem os cofres para organizar as moedas e trocá-las em algum comércio para facilitar o pagamento. É interessante convidar dois responsáveis (mãe, pai ou irmãos mais velhos) para ajudar na tarefa de separar e contar o dinheiro. Além de acelerar o processo, demonstra transparência por parte da escola. Afinal, é bastante dinheiro!
Com dinheiro contado e trocado, partimos para o passeio, onde as crianças se divertem com os colegas e, principalmente, compreendem o valor de poupar!
A cada ano, esse projeto é revisado e procuramos melhorá-lo. Tem sido bem bacana, pois os pequenos nos surpreendem muito pelo o que já sabem sobre moedas e valores! Para alguns, é a primeira vez que lidam com isso, mas o importante é que todos aprendem bastante!
E na sua escola, já surgiu alguma proposta ao observar as brincadeiras dos meninos?
Um beijão, Leninha

**A partir do dia 23, o blog das Coordenadoras em Ação estará de casa nova, com o lançamento do novo site de GESTÃO ESCOLAR (clique aqui). Não deixe de acessar!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

LER TEXTOS EM INGLÊS

Leitura em inglês
Nesta sequência didática, você vai saber como ajudar os alunos a ler os primeiros textos em inglês, enfocando o vocabulário conhecido, as palavras cognatas e os seus conhecimentos prévios. 

Objetivos
- Identificar as informações principais do texto.
- Ativar as informações prévias ao texto (imagens, título, conhecimento prévio do assunto etc.) e usá-las a favor da leitura.

Conteúdos
- Leitura de textos informativos.

Anos
6º e 7º ano.

Tempo estimado
4 aulas.

Material necessário
Textos informativos, dentro de um mesmo tema: esporte, astronomia, celebridades, música etc. Um com nível de complexidade menor, dois ou três intermediários e um terceiro um pouco mais complexo.

Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente aos alunos um texto curto (um ou dois parágrafos) com título e imagem de assunto de interesse da faixa etária. Pode ser relacionado à música ou programas de televisão, por exemplo. Se possível, projetá-lo no telão para que todos acompanhem a leitura. Antes de iniciar a leitura propriamente dita, peça que os alunos observem a imagem e a descrevam. Em seguida, solicite que eles leiam o título do texto e peça que tentem depreender sobre o que se trata o texto, anotando suas ideias. Chame a atenção ainda, para o gênero textual utilizado, para que façam a conexão com textos deste gênero que já tenham lido em português, e faça-os refletir sobre como normalmente são escritos. Ainda antes de iniciar a leitura, levante com os alunos que tipo de vocabulário e estrutura que poderão encontrar no texto e registrar estas ideias na lousa. Esta primeira etapa visa prepará-los para a leitura. A segunda etapa desta leitura é selecionar uma primeira parte do texto (primeiro parágrafo ou primeira frase, dependendo do tamanho) e pedir que eles grifem neste trecho todas as palavras/ideias que entendem. (É importante ficar bem claro para eles que devem grifar o que entendem, pois muitas vezes eles trazem o hábito de outras áreas de grifar o que não entendem). Ilustre este procedimento no texto projetado (ou na própria lousa, se for o caso) com as palavras grifadas por um aluno. Peça que este aluno tente entender o trecho usando somente as palavras grifadas e, a partir daí, mostre aos alunos quais outras palavras eles poderiam entender também. Mostre que para isso, podem deduzir pelo contexto e usar a semelhança com o português. Em último caso, é possível utilizar o dicionário. Aqui, é importante salientar que os alunos devem buscar somente as palavras que são chave para o entendimento da frase, aquelas sem as quais ficaria impossível compreender o texto. Feito isso, devem reler o trecho e verificar sua compreensão. Este primeiro trecho deve ser lido coletivamente, para que os alunos entendam o procedimento. É importante verificar a compreensão de todos até aqui. Em seguida, solicite que os alunos continuem a leitura do texto, seguindo os passos anteriores. Esta leitura pode ser feita em duplas. Circule pela sala auxiliando a turma quanto ao procedimento e tire dúvidas, mas deixe que eles tentem entender o texto sem seu auxílio. Para finalizar, como lição de casa, os alunos devem registrar, com suas palavras, em português, o que entenderam do texto.

2ª etapa
Em primeiro lugar, retome com o grupo o texto lido na aula anterior com base nos registros, certificando-se do entendimento geral do texto. Em seguida, recapitule os procedimentos usados na aula anterior para compreensão de um texto:

- Observar a figura e ler o título para antecipar o assunto que será tratado no texto, além do gênero textual utilizado;
- Ativar o conhecimento prévio sobre este assunto e gênero textual;
- Pensar em vocabulário/estruturas que poderão estar presentes no texto;
- Ao iniciar a leitura, por partes, primeiro grifar aquilo que entendem/conhecem e procurar entender as frases a partir destas palavras, mais aquelas que conseguem deduzir pelo contexto e que têm semelhança com o português;
- Buscar no dicionário somente as palavras chave para o entendimento (se necessário);
- Reler o trecho para verificar o entendimento.

Explique, então, que eles receberão um texto de leitura individual e que devem compreendê-lo para contar sobre ele para os colegas. Entregue então, um texto para cada aluno, sendo dois ou três diferentes para a classe. Devem ser textos um pouco maiores que o lido na aula anterior, mas com tema relacionado a este primeiro. Podem ser, por exemplo, cards com as fotos e textos informativos sobre "celebridades" conhecidas da faixa etária, como Justin Bieber e Selena Gomez. Cada aluno deverá ler seu card, seguindo os procedimentos já comentados, e se preparar para compartilhar as informações lidas com os colegas. Quando todos tiverem terminado a leitura, forme duplas ou trios de alunos que leram textos diferentes, (dependendo da quantidade de textos diferentes distribuídos), para contar aos colegas as informações obtidas em seus cards. Pode ser uma boa ideia especificar a quantidade ou o tipo de informação que deve ser compartilhada, para evitar que eles falem simplesmente o tema do texto, por exemplo, "Justin Bieber", mas sim o máximo de informações possíveis.

3ª etapa
Neste momento, será feita a leitura de um texto um pouco maior e mais complexo que os anteriores. É interessante manter o mesmo tema dos demais textos, uma vez que os alunos já estão mais familiarizados com o vocabulário e as estruturas utilizadas. Entregue os textos aos alunos e antes do início da leitura, relembre os procedimentos realizados nas aulas anteriores, principalmente aquilo que deve fazer antes de se iniciar a leitura propriamente dita. Após a leitura do texto, diga para os alunos que deverão responder perguntas de compreensão do texto. As perguntas podem ter dificuldade crescente, começando com aquelas que serão facilmente encontradas àquelas que precisam de um pouco de interpretação. A atividade pode ser realizada em duplas. Quando todos terminarem a tarefa, debatam as respostas dadas pelas duplas. Finalmente, no fim da aula, é importante que os alunos registrem, em português, os procedimentos de leitura em seu caderno.

Avaliação
Durante a realização da sequência, observe a participação de todos nas atividades em sala. Na terceira leitura, atente para a capacidade de cada aluno responder as perguntas de compreensão do texto. Nesta ultima etapa, é possível perceber se os alunos foram capazes de ativar as estratégias aprendidas nas aulas anteriores.

Consultoria: Maria Bonduki
Professora da Target Idiomas, em São Paulo
.