sexta-feira, 10 de abril de 2015

Celular em sala de aula: proibir ou não?


Uma proposta de lei em análise na Câmara dos Deputados reacendeu a discussão sobre o uso de celular em sala de aula. A PL 104/15 proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da Educação Básica e Superior de todo o país.
A justificativa do projeto diz que “para preservar a essência do ambiente pedagógico” cabe a proibição de todos os equipamentos que “desviam a atenção do aluno do trabalho didático desenvolvido pelo professor”. (Para ler a íntegra do projeto de lei, clique aqui.)
A lei também estabelece que aparelhos só serão permitidos em sala de aula se fizerem parte das atividades didático-pedagógicas e forem autorizados pelos professores. De qualquer maneira, professores discutem se a proibição é a melhor maneira de tratar do assunto em sala de aula e se a lei não vai na contramão das discussões sobre uso da tecnologia para aprendizagem e sobre a necessidade de formação dos professores nesta área.

Para você Professor...

Você Sabia...

Que existem sites que trazem como propostas cursos e mini cursos online para professores e que muitos destes são gratuitos e disponíveis 24horas???


Pois bem, a internet é um meio de comunicação e uma rede de informações que pode trazer para você e sua escola muitos benefícios. Há algum tempo cursos à distancia (EAD) estão ganhando espaço e credibilidade entre profissionais, principalmente, da educação. Tais cursos abordam diversos temas e conteúdos, de acordo com suas escolhas e objetivos. 

Logo abaixo você encontrará um de nossos parceiros, a Revista Nova Escola, que possui uma página especial com cursos em diversas dimensões. Basta você clicar e conferir.


Site: http://www.cursosnovaescola.org.br/eduead/

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tecnologia Assistiva


Programas Gratuitos
Voltado para esse movimento de inclusão das pessoas com algum tipo de deficiência, o Governo Federal  disponibiliza gratuitamente no site da Câmara dos Deputados , vários links para download de tecnologias assistivas.
Um deles é o eViaCam, que possibilita o controle do mouse por meio de movimentos da cabeça. Com a ferramenta, o clique do mouse é acionado fixando-se por alguns segundos o ponteiro do mouse na região desejada na tela. Para acessá-lo basta ter uma webcam conectada ao computador do usuário.
Outro programa disponível é o DOSVOX, que consiste num sistema de leitura de tela com voz digital que permite à pessoa com deficiência visual utilizar o computador. A única exigência para o pleno funcionamento do DOSVOX é ter um computador com saída de som.

















Abaixo você pode conferir três Links de Recursos Gratuitos de Tecnologia Assistiva disponíveis para download:

eViaCamControle do mouse por meio de movimentos da cabeça. O clique do mouse é acionado fixando-se por alguns segundos o ponteiro do mouse na região desejada na tela.Webcam conectada ao computador PC.Windows e Linux
Software aberto GNU/GPL v3.
Head MouseControle do mouse por meio de movimentos da cabeça. É possível configurar diferentes movimentos para o clique do mouse.Webcam conectada ao computador PC.WindowsSoftware gratuito desenvolvido pela Escola Politécnica Superior da Universidade de Lleida, na Espanha.
DOSVOXSistema de leitura de tela com voz digital que permite à pessoa com deficiência visual utilizar o computador.Computador  PC com saída de som. Software gratuito desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ.





Matemática Divertida

As pesquisas no campo da Didática da Matemática, iniciadas nas décadas de 1970 e 1980, sobretudo na França, estão mudando o ensino da disciplina. Graças às descobertas teóricas de especialistas como Gérard Vergnaud e Guy Brousseau, hoje é possível ensinar de forma que as crianças vejam sentido na aprendizagem matemática e possam reutilizar os conhecimentos adquiridos a cada novo problema proposto. Nessa perspectiva, são priorizadas estratégias nas quais os alunos confrontam seu raciocínio com o dos colegas nas discussões em grupo, justificam suas escolhas e registram suas próprias hipóteses, buscando resolver situações-problema com mais autonomia.


Para contribuir com a disciplina e/ou para complementar conteúdos envolvendo noções de matemática para o ensino fundamental I foram criados vários jogos que podem ser encontrados na internet, e que você, na escola ou em casa, pode se divertir com os amigos e com sua família. Para lhe ajudar, segue o link e a descrição de um jogo educativo bem legal.


Labirinto da Tabuada



Para fazer um belo gol nesse campo de futebol, é preciso estar afiado na tabuada. Elaborado pelo matemático Antonio José Lopes Bigode, esse desafio coloca em jogo as propriedades da multiplicação.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

PROPOSTA: Como e por que conhecer os indígenas


Índios são selvagens e vivem na floresta. Caçam e pescam para comer, andam sem roupa e não trabalham. Esse foi o conteúdo da maior parte dos textos dos alunos do 5º ano do Colégio Sinodal, em Ibirubá, a 300 quilômetros de Porto Alegre. A tarefa, feita a pedido de Cristiele Terhorst, consistia em escrever o que encontrariam se visitassem uma aldeia. De posse do material, a docente avaliou o que a turma sabia sobre o tema e então traçou estratégias para abordá-lo. "Os estudantes tinham uma imagem estereotipada dos indígenas. As palavras que usavam para descrevê-los eram as mesmas dos dominadores europeus, por exemplo", ela conta. 

O desafio era discutir a história desses povos que habitam o país desde muito antes do descobrimento (inclusive a região de Ibirubá), pesquisar a vida deles e algumas características que permanecem até hoje e as alteradas. O trabalho também tinha como objetivo fazer com que os alunos passassem a conhecer mais e respeitar o que até o momento parecia tão diferente e distante (além de estranho, já que Ibirubá tem forte influência da colonização alemã). 

Para organizar a sequência didática, Cristiele estudou bastante. Na época, a professora polivalente era mestranda em História pela Universidade Federal de Passo Fundo (UPF) e aproveitou o que aprendia para trabalhar com a criançada.




Imagens que reforçam estereótipos 

O livro O Povo do Pampa (Luíz Carlos Tau Golin, Ed. UPF, tel. 54/3316-8373, edição esgotada) não é para crianças. Ainda assim, a professora usou o material porque ele contém informações confiáveis e resultados de pesquisas sobre os habitantes do Rio Grande do Sul. Para ajudar a classe a compreender o conteúdo, propôs uma leitura coletiva e discussões parágrafo por parágrafo. 

Reproduções de obras de arte, mapas e ilustrações também foram motivo de conversa. Observando pinturas, algumas do francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), a turma questionou: "Por que o índio tem cara de bravo?", "Será que o artista estava no meio de uma luta e pintou porque ficou com medo?". Além de informar sobre alguns hábitos deles na época, a educadora aproveitou para falar dos artistas estrangeiros que, nos séculos seguintes ao descobrimento do Brasil, eram encarregados de registrá-los. 

Analisar as ilustrações, segundo Leonardo Palhares, historiador e professor do Colégio Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, é essencial para compor aulas da disciplina. Para ele, a boa análise inclui a discussão sobre o que é mostrado, quem é o autor, a data da produção, por qual motivo e como cores, cenário e espaço são apresentados. Durante o mestrado, ele pesquisou imagens de povos indígenas em livros didáticos. "Há alguns anos, a figura do índio como selvagem era dominante. Hoje, é a do protetor da floresta. É interessante notar a mudança de olhar, embora as representações continuem estereotipadas." 

Na etapa seguinte, Cristiele dividiu a classe em grupos e cada um ficou responsável por estudar uma etnia - caingangue, guarani e tupiniquim (os dois primeiros estão presentes no Rio Grande do Sul) - e depois organizar apresentações orais. A professora distribuiu textos com informações de cada um dos povos e pediu que os alunos anotassem o que chamava a atenção, como lendas, arte, rituais, além de dados sobre o modo de vida e onde as aldeias se localizam atualmente. Aos estudantes também foi dada a tarefa de pesquisar mais na biblioteca da escola. 


Para Araci Coelho, historiadora e docente do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), abordar as diferenças entre os povos indígenas é essencial para dar conta da pluralidade. "Não faz sentido falar do índio brasileiro como se fosse um só. O adequado é tratar dos índios, no plural. Eles eram e continuam sendo grupos muito diferentes entre si", explica. 

Em outra aula, Cristiele exibiu o filme Duas Aldeias, uma Caminhada (Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites, Projeto Vídeo nas Aldeias, 63 min, tel. 81/3493-3063). As crianças puderam conhecer a história de índios que moram próximos a cidades, produzem e vendem artesanato e mantêm algumas características da antiga cultura. "Elas ficaram surpresas ao ver uma história com os próprios moradores das aldeias, em vez de atores fazendo o papel de indígenas", diz. No momento do vídeo, ainda se falou sobre a relação com a terra. Cristiele explica que a classe estava acostumada a ver os campos da região sendo ocupados pelos cultivos de soja e milho, mas não compreendia como os índios tiravam proveito das matas. No filme, os entrevistados falam dos animais, das plantas e da importância da biodiversidade. Contam que a reserva indígena onde vivem não é tão vasta para que a coleta e a caça deem conta da alimentação de todos e a área de plantação é pequena, apenas para a subsistência. Novas opiniões estavam se formando!



segunda-feira, 30 de março de 2015

Criança e Adolescente: Tia, me dá uma maçã?

Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
 O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos.

Educação alimentar em casa

O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa.

"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene.

Comida e exercícios no currículo
O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema.

No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva.

Obesidade é epidemia

A obesidade é a doença nutricional que mais cresce no mundo. Pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostrou que, na última década, as mortes decorrentes de excesso de peso (causa de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares) aumentaram quatro vezes mais do que as motivadas pelo fumo. Por isso, o sobrepeso vem sendo tratado como epidemia pelos americanos. Dados da Abeso indicam que o número de obesos no país dobrou nos últimos dez anos. Até os anos 1970, havia no Brasil duas pessoas desnutridas para cada obeso. Hoje os dados apontam três indivíduos obesos para cada desnutrido. A pesquisa mostra que 50% das crianças obesas tornam-se adultos com o mesmo problema, podendo chegar a 80% quanto se trata de adolescentes. A obesidade é causada por uma combinação de fatores genéticos, alimentação inadequada, falta de atividades físicas (95% dos casos) e também por problemas emocionais, psicológicos ou outras doenças (5%). Para avaliar se uma criança está ou não com o peso acima do ideal, a melhor maneira é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC): divide-se o peso do aluno por sua altura ao quadrado. Os resultados obtidos devem ser comparados com os valores de referência específicos para a idade e o sexo da criança, conforme a tabela abaixo.  
 
ACIMA DO PESO
OBESO
idademeninosmeninasmeninosmeninas
218.41820.120.1
317.917.619.619.4
417.617.319.319.1
517.417.119.319.2
617.617.319.819.7
717.917.820.620.5
818.418.321.621.6
919.119.122.822.8
1019.819.92424.1
1120.620.725.125.4
1221.221.72626.7
1321.922.626.827.8
1422.623.327.628.6
1523.323.928.329.1
1623.924.428.929.4
1724.524.729.429.7
1825253030
Por uma cantina saudável
As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal. Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos. De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas.

As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial. Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski.

O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem.

Melecas na Educação Infantil

Aprenda as receitas de duas melecas para explorar com as crianças na creche e na pré-escola.
A coordenadora pedagógica Judite de Souza Oliveira Santana, do CEI Manoel Bispo/ Grão da Vida, em São Paulo, ensina como fazer a meleca natural de beterraba e a meleca natural de urucum e amido de milho. Ela mostra, ainda, como conduzir a brincadeira com a turma de 2 e 3 anos.