Design em tampinha de garrafa faz adolescente ficar milionária
Fique sabendo sobre a adolescente milionária ontem, através de uma matéria que li no site da Revista Veja. A menina começou aos 10 anos, vendendo tampinhas de garrafa para decoração. E tudo teve início porque ela queria decorar de um modo diferente seu armário no colégio.
Sinceramente, posso estar errada, mas acho que ela nem pensou nisso de reaproveitar as tampinhas dentro do conceito dos tantoserresda sustentabilidade. Mas está ai uma proposta legal de logística reversa ;)
A jovem Maddie Bradshaw, agora empresária tem um projetoque ensina alguns passos aos adolescentes que queiram caminhar para a criação do próprio negócio, e participa do Lemonade Day, um programa divertido que ensina esses mesmos adolescentes interessados, em como começar, manter e operar seu empreendimento.
Atualmente a empresa M3, onde Maddie, de 17 anos, é presidente, produz acessórios e bijuterias e, em 2013, faturou 1,600 milhão de dólares.
Facebook/Snap Caps by m3 girl designs
Depois de procurar por ímãs para o meu armário na 5 ª série, eu decidi que eu poderia fazer o meu próprio. Logo, eu decidi que seria divertido de usar e trocar minhas tampas de garrafa. Assim, a Snap Caps®, "o original intercambiáveis colar de tampa de garrafa" ® foi criado. Nossa empresa, m3 projetos da menina, foi criada por minha irmã, Margot, minha mãe e eu, m3!
- Ampliar o repertório de brincadeiras tradicionais e jogos de criação em dança; - Pesquisar entre os adultos que trabalham na creche (ou na escola) brincadeiras com pedras por meio de entrevistas; - Aprender a fazer registro audiovisual; - Conhecer diversas brincadeiras e transformá-las em dança; - Conhecer um grupo de artistas contemporâneos que usam pedras e água em suas obras; - Explorar as formas corporais, o volume, as direções, os caminhos e as trajetórias no espaço a partir das imagens das obras de arte e dos elementos água e pedra; - Construir uma dança a partir das brincadeiras com as pedras.
O desenvolvimento da identidade e da autonomia dos pequenos não ocorre de maneira adequada se não for estimulado. Por isso, todo educador que trabalha na creche desempenha um papel essencial, pois ele ajuda a criança a desenvolver-se, desde que consiga estabelecer vínculos com ela.
Um pouco de teoria
Segundo o médico, psicólogo e filósofo francês Henri Wallon(1879-1962), um dos principais estudiosos do desenvolvimento infantil, antes mesmo da aquisição da linguagem, a emoção se configura como o meio utilizado pelos bebês para estabelecer uma relação com o mundo. Ele foi o primeiro pesquisador a incluir a afetividade como componente para a formação integral da criança, junto do movimento, da inteligência e da formação do eu como pessoa. Aspectos motores, afetivos e cognitivos, portanto, integram-se o tempo todo ao longo do desenvolvimento. E a manutenção de vínculos com os adultos é essencial.
Esse aspecto é explorado com profundidade na obra do psicólogo bielo-russoLev Vygotsky (1896-1934), para quem o homem é dialógico por natureza. Isso significa que ele precisa dos semelhantes para existir, ser e viver. O psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981), vai ainda mais fundo. Para ele, a ideia que temos do "eu" só é possível graças ao outro. Ou seja, o "eu" é construído pela imagem do outro. A identidade e a autonomia, portanto, estão intimamente ligadas às relações com o grupo.
À medida que os pequenos vão sendo atendidos em suas necessidades básicas, eles passam a identificar as pessoas que cuidam deles e aprendem a se localizar no ambiente. Aos poucos, também percebem que são distintos das outras pessoas e passam por um estágio de reconhecimento da própria imagem diante do espelho, marca da passagem que diferencia o "eu" do outro.
A especificidade do trabalho na creche
Até os três anos, praticamente todas as descobertas e brincadeiras estão relacionadas à construção da identidade e da autonomia. Por isso, o educador deve estar sempre atento a qualquer manifestação das crianças (choros, caretas, movimentos). Também é importante sempre chamá-las pelo nome; além de observar e de registrar, com cuidado, as preferências e gostos de cada um.
Para Beatriz Ferraz, coordenadora da Escola de Educadores, em São Paulo, "unir cuidados e conteúdos é oferecer, ao mesmo tempo, afeto e Educação desde os primeiros anos de vida". O eixo de identidade e autonomia trata, justamente, da capacidade de o bebê se perceber como pessoa e tornar-se independente, desde que receba os estímulos adequados. Vale lembrar que os bebês aprendem de forma ativa e, por isso, valorizar a exploração e a manipulação de espaços e de objetos é imprescindível nesse período.
Uma boa evolução psicomotora, cognitiva e linguística está vinculada ao processo de construção da personalidade e à capacidade de se relacionar e de se comunicar com as outras pessoas. E é somente ao ter a oportunidade de interagir que o bebê aprende a se relacionar com o outro. O mundo e ele deixam de ser uma coisa só (a criança não distingue totalmente os limites entre ela e o outro até o primeiro ano de vida) e os conflitos gerados nessas situações de interação são um ótimo meio de aquisição da linguagem verbal, desde que bem mediados por você. Já as atividades que a criança começa a realizar sozinha, como alimentar-se ou observar as ações dos colegas, ajudam-na a incorporar hábitos e valores do lugar onde vive.
Confira a reportagens e vídeos da série especial sobre desenvolvimento infantil e entenda como se forma o pensamento das crianças.
IDADE: 7 anos OBJ. ESP.: Audição, atenção MATERIAL: Lenços LOCAL: Sala, quadra, pátio Formação: círculos
Organização: alunos em círculos que irão dois para o centro; um será o cachorro e outro o gato. Veda-se os olhos de ambos Execução: toda vez que o cachorro latir o gato miará e o cachorro tentará pega-lo. Se conseguir, irão outros ao centro.
QUAL O PERFUME? IDADE: 9 anos em diante SEXO: Ambos OBJ. ESP.: Desenvolver o olfato MATERIAL: Frutas, perfumes, loções, etc Formação: círculos Organização: alunos em círculos, sendo que um irá para o centro com olhos vendados Execução: o professor dará ao alunos do centro para cheirar o perfume e dirá: – deverás reconhecer este aroma entre outros que vou te dar. Em seguida dará alvejante, etc… Este deverá identificar, entre outros qual foi o primeiro, etc.
TOCAR O CEGO IDADE: Todas OBJ. ESP.: Desenvolvimento-perspectivo LOCAL: Ar-livre, salão Formação: círculo Organização: alunos sentados em círculo. Ao centro, um colega de olhos vendados Execução: um colega do círculo se levantará, tocará o ceguinho e se sentará novamente. Pelos movimentos feitos, o cego tentará adivinhar quem o tocou. COM QUEM ESTARÁ A BOLA? IDADE: 9 anos OBJ. ESP.: Atenção, perspicácia MATERIAL: Bola LOCAL: Pátio, gramado Formação: círculo Organização: alunos em círculo, pernas cruzadas, um aluno sentado no centro com olhos vendados Execução: os companheiros passam a bola entre si e ao sinal do professor coloca as mãos para trás escondendo a bola. O aluno que está no centro, abre os olhos e aponta aquele que imagina estar com a bola. Se errar repete o jogo.
GARRAFA MÁGICA IDADE: 8 anos em diante OBJ. ESP.: Desenvolver a imaginação MATERIAL: Uma garrafa LOCAL: Sala, pátio Formação: círculo Organização: os alunos em círculo, o professor no centro Execução: o professor gira a garrafa no solo e quando esta parar apontará na direção de um aluno. Este deverá ir para o centro e executar uma tarefa determinada pela turma ou professor.
COMER A MAÇÃ IDADE: 9 anos em diante OBJ. ESP.: Controle Emocional MATERIAL: Maçã LOCAL: Quadra, pátio Formação: fileiras Organização: em fileiras, tendo na frente das mesmas, maças penduradas Execução: ao sinal procurar morder a maçã que lhe corresponde, sem segura-la, dentro de um tempo determinado. Vencerá a fileira que obtiver maior número de pontos, por mordida, ou que morder a maçã primeiro, ou ainda o que comer a maçã primeiro.
O CACHORRO E O OSSO IDADE: 7 anos OBJ. ESP.: Atenção, audição MATERIAL: Qualquer objeto LOCAL: pátio, gramado Formação: círculo Organização: os alunos em círculos. Um sentado ao centro tendo olhos vendados, que será o cachorro. Perto de si haverá um objeto “o osso” Execução: dado o sinal, o professor indicará um dos alunos no círculo que tentará cautelosamente pegar o osso. Percebendo o ruído, o cachorro latirá e indicará o lado do ruído. Ao acertar a direção o professor indicará outro aluno. Se um conseguir e não for adivinhado se tira as vendas e tenta adivinhar.
Quando o final do ano se aproxima, uma das metas de todo coordenador pedagógico é orientar e auxiliar os professores na produção de um bom relatório ou portfólio de avaliação das aprendizagens das crianças. Esse documento deverá ser apresentado aos familiares e a outros profissionais (terapeutas, professores do ano seguinte, entre outros) para mostrar como foi o processo de ensino e aprendizagem.
A tarefa de avaliar as crianças é sempre bastante complexa. Por isso, construir um documento claro sobre o que cada uma delas aprendeu e como aprendeu já é desafiador. Imagine, então, elaborar um relatório que explicite informações relevantes com fidelidade e linguagem acessível, sem o nosso “pedagogês” de todo dia. Portanto, cabe ao coordenador prever uma formação para discutir e elaborar uma pauta avaliativa comum a todos os professores da escola.
É claro que, ao longo do semestre, os docentes já guardaram registros variados, como produções das crianças, reflexões escritas, pautas de observação, fotos e filmagens. Tudo isso será retomado no momento da elaboração do relatório de avaliação. Um exemplo são as produções artísticas das crianças, como desenhos, pinturas e colagens. Se elas estiverem datadas, podem ser um valioso instrumento para a escrita do processo de aprendizagem no eixo de Artes Visuais.
O processo formativo dos professores
Abaixo, compartilho um passo a passo de como oriento os professores na elaboração do relatório de avaliação.
1º passo: Para começar, acredito ser importante retomar com os professores qual é o período de avaliação em questão. É muito comum, no final do ano, o docente comparar os saberes atuais da criança com os conhecimentos do início do ano. No entanto, eu oriento que já foi elaborado um relatório avaliativo no final do primeiro semestre, então, agora devemos focar apenas no segundo semestre.
2º passo: A próxima providência é separar os planejamentos desse período e retomar quais foram os objetivos em cada um dos eixos. Com esses documentos em mãos, é hora de fazer um roteiro sobre o que será abordado no relatório (clique aquipara ver um exemplo).
Exemplificando: ao longo do semestre, as crianças aprenderam muitas coisas no eixo de Oralidade, inclusive em atividades cujos objetivos eram do eixo de Movimento. Para organizar o registro, é preciso elencar quais eram os objetivos específicos do segundo semestre no eixo de Oralidade para aquela turma e escrever o que a criança aprendeu com as atividades propostas no planejamento. Se na escola tiver mais de uma turma no mesmo nível, é interessante que os professores elaborem em grupo o roteiro do relatório.
3º passo: Utilizar fotos pode ser interessante, desde que elas façam sentido na complementação do que está escrito. Colocar inúmeras imagens que não ampliam a avaliação não qualifica o relatório.
4º passo: Recomendo aos professores que, primeiramente, façam os relatórios que julgam ser mais fáceis, ou seja, os relatórios daquelas crianças que, por diferentes razões, têm os percursos de aprendizagem mais visíveis. Os primeiros documentos são mais difíceis de elaborar, mas depois fica mais claro como se faz.
5º passo: Combino com os docentes que eles devem revisar suas escritas pelo menos um dia depois de tê-las escrito. Só assim conseguimos nos distanciar do nosso texto para identificar erros ou falhas.
6º passo: Por último, mas não menos importante: o percurso de cada criança é particular e revela peculiaridades, curiosidades, avanços e dificuldades. Então, o relatório final deve mostrar uma criança única. O recurso de copiar e colar só funciona para o cabeçalho ou para citar os objetivos, nunca para descrever as aprendizagens dos pequenos.
Depois dessa formação, colocamos as mãos à obra! Caso algum professor tenha alguma dúvida na elaboração dos relatórios, sempre procuro estar disponível em horários variados para auxiliá-los.
O resultado desse trabalho também me mostra se o processo de formação dos professores foi efetivo. É uma boa avaliação do nosso trabalho, você concorda?
Por Eduarda Diniz Mayrink, coordenadora pedagógica, e Leninha Ruiz, formadora
Crianças até 1 ano podem ter uma rotina permeada de explorações e descobertas
Que atividades realizar com pequenos até 1 ano, que geralmente não falam nem andam? Antes de assumir uma turma de berçário, Marlene Steffens, do CEI Miosótis, em Joinville, a 176 quilômetros de Florianópolis, costumava ouvir questionamentos como esse. O que a princípio parece um empecilho, no entanto, é um foco de oportunidades. "Uma das especificidades dessas crianças é que estão em um momento de aquisição de linguagem, locomoção, comunicação e conhecimento sobre o corpo. Por isso, todo estímulo é necessário", diz Maria Teresa Venceslau de Carvalho, coautora do livro Interações: Ser Professor de Bebês - Cuidar, Educar e Brincar, uma Única Ação (Cisele Ortiz, 221 págs., Ed. Blucher, 11/3078-5366, 53 reais).
O biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) descreve essa fase do desenvolvimento infantil como sensório-motora, em que conhecemos o mundo por meio dos sentidos. Propiciar o contato com elementos visuais, sonoros, olfativos e táteis auxilia no aumento e no aperfeiçoamento desse repertório. Por acreditar na importância da experimentação, Marlene elaborou um planejamento anual voltado à exploração de diferentes materiais e espaços dentro e fora da classe.
Uma iniciativa foi transformar os momentos de cuidados diários em possibilidades de aprendizagem. A educadora começou pela hora da higiene, alternando alguns tipos de banho - de imersão, ducha e com objetos -, para proporcionar prazer e sensações diferentes às crianças.
Em outra proposta, o berçário foi transformado em um spa, com ofurôs, velas e óleos aromáticos para perfumar o ambiente e música relaxante. Cada bebê foi colocado dentro de um balde com água aquecida a 37 graus Celsius e pétalas de rosas. A professora alerta para a importância de regular a quantidade de água, que deve ficar abaixo do pescoço da criança quando ela estiver imersa. Para favorecer a interação entre os bebês, os baldes foram colocados perto uns dos outros. Ela também os aproximou do espelho fixado na parede para auxiliá-los na descoberta do próprio corpo, ampliando a consciência de si mesmo.
A logística para dar conta de tudo isso não foi fácil. "Lidar com crianças tão pequenas demanda uma organização muito precisa para que elas não fiquem desassistidas", afirma Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa lá. Marlene conta com a ajuda de duas auxiliares. Como só tinham quatro baldes, ela coordenava os banhos enquanto uma cuidava dos demais bebês e a outra mudava a água e higienizava tudo para que as próximas crianças pudessem entrar nos ofurôs.
Lance o desafio. Os ambientes vão ficar pequenos para tantas obras que serão criadas
Papel, lápis e giz de cera são presença certa na pré-escola: costumam ser usados em atividades de desenho, importante estímulo ao desenvolvimento da motricidade, além de incentivo à expressividade e à observação de mundo. Mas a atividade pode extrapolar o suporte do papel e fugir do grafite e dos pincéis. Que tal fazer traçados no ar? A ideia parece impossível, porém é mais simples do que se imagina. "O desenho é o registro do percurso de uma linha no espaço", diz a artista plástica Edith Derdyk.
Com essa definição em mente, Flávia Kioko, da EMEI Antônio Gonçalves Dias, em São Paulo, propôs à turma de 5 anos usar o espaço para desenhar. As crianças ficaram curiosas e inicialmente incrédulas com a ideia. Mas, assim que receberam pedaços de linha de tapeçaria vermelha, de cerca de 80 centímetros, começaram a achá-la divertida. A sugestão foi que pegassem as linhas e fizessem e desfizessem desenhos quantas vezes e onde quisessem. "Inicialmente elas exploraram o chão e a carteira tentando reproduzir a experiência do papel e criando obras mais figurativas", conta a docente. Surgiram sóis, cobras, corações, carrinhos e bonecos comuns, mas também aviões que planavam, seguros pela mão de uma das crianças, representados por uma linha reta.
A artista visual e arte-educadora Sheila Ortega diz que o trabalho de Flávia tem relação direta com a arte contemporânea, que foca o processo e não estritamente um resultado final. "A proposta é uma investigação mais livre, que possibilita desestruturar o desenho tido como correto e capturar o mundo genuinamente no gesto infantil." Nesse período do desenvolvimento das crianças, a criatividade, a curiosidade e as descobertas estão latentes e devem ser favorecidas.
Os pequenos logo notaram que as produções poderiam se tornar brincadeiras e investiram no faz de conta. Começaram a se ajudar e mostrar as obras para os colegas. Flávia lembra que houve quem demorasse um pouco para se esmerar nas experimentações. "Alguns me procuravam expondo dificuldades. Eu sempre incentivava dando sugestões e aprovando as tentativas." Essa postura é importante para romper com a ideia de desenho correto e ampliar o repertório das crianças, para quem a experiência vivida deve ser mais importante do que o produto final.