quinta-feira, 6 de março de 2014

Coordenador pedagógico também precisa de formação

Além de aumentar a oferta de formação continuada para os coordenadores pedagógicos, deve-se investir na qualidade dos conteúdos


Características do bom coordenador. Ilustração: Mario Kanno
Eles parecem não ter muita consciência disso, mas o quadro é de falta de preparo para o exercício da função. Metade dos entrevistados na pesquisa com coordenadores pedagógicos acredita que o ensino superior garantiu capacitação para o desempenho desse papel e 67% declaram já ter feito cursos de 40 horas ou mais oferecidos a quem ocupa esse posto. Isso, porém, não significa que eles estejam habilitados a cumprir suas tarefas. "Não existem programas que capacitem esse profissional a ser o formador de professores, o articulador do projeto político-pedagógico e o transformador da escola", afirma Vera Trevisan de Souza, docente pesquisadora do programa de pós-graduação em Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e integrante do grupo de pesquisa Processos de Constituição do Sujeito em Práticas Educativas. "Além disso, na maioria das redes, essa é uma função para a qual um professor experiente é deslocado, e não um cargo concursado, que exige um conjunto de competências."

A pergunta que fica é: afinal, por que falta capacitação se esse é o primeiro pré-requisito citado pelos próprios coordenadores para ter um bom desempenho profissional (veja o gráfico acima)? Ocorre que nem o curso de graduação (em geral, Pedagogia) nem a experiência docente (que a maioria tem) garantem um bom preparo. E, depois da estreia na função, quase não há oferta de formação. Para 64% dos pesquisados, a Secretaria de Educação deveria se responsabilizar por seu aperfeiçoamento, apesar de apenas 38% dizerem que esse cenário é a realidade. "É comum as Secretarias convocarem para as mesmas oficinas oferecidas aos docentes", diz Eliane Gorgueira Bruno, doutora em Psicologia da Educação, da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

A formação em serviço não pode se limitar a cursos esporádicos. Ela só fica completa quando há a orientação presencial constante de um supervisor e permite a troca de experiência com os pares. Cybele Amado, coordenadora do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), responsável pela formação dos gestores escolares de 24 municípios da Chapada Diamantina, na Bahia, defende que o ideal é que, além de firmar parcerias com universidades e organizações não governamentais, as Secretarias de Educação tenham supervisores técnicos e cada um cuide de um grupo de coordenadores. Esse é um modo eficiente de identificar necessidades de conhecimento específicas e combiná-las aos saberes essenciais a todos que estão na função. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Todo dia é Dia do Brinquedo!

Professora fotografa seus alunos em momento de descontração com os brinquedos trazidos para a escola, na EMEI Guia Lopes. Foto: Marina Piedade
Na escola onde você trabalha, as crianças podem levar brinquedos todos os dias? Ou deve haver um dia específico para isso? E o celular, pode ou não pode? Acessar a internet, ouvir música… É adequado fazer isso durante as aulas?
Essas são algumas das perguntas que nos acompanham diariamente! Porém, nossas respostas nem sempre se baseiam em argumentos com embasamento científico e que sejam justos para as partes envolvidas, ou seja, que considerem de forma equilibrada os diferentes pontos de vista. Aliás, na maioria das vezes, nos pegamos usando a famosa frase “é regra da escola” como resposta negativa para o ingresso de “objetos estranhos” à aula. Pois bem! Esses temas, tão presentes em nossas vidas de educadores, serão tratados em uma série de posts que começa hoje!
Neste texto vamos falar especificamente sobre a prática do “Dia do Brinquedo”. Muitas escolas adotam um dia na semana, geralmente a sexta-feira, para liberar a entrada dos brinquedos (nas turmas da Educação Infantil). Nos meus encontros com educadores, quando abordo essa questão durante as formações, constato que é quase unanimidade limitar essa atividade para um dia específico. E é claro que pergunto: “Por quê? Qual seu argumento?”. Chega a ser divertido perceber as fisionomias… Como mineira que sou, traduzo os olhares dos educadores com nosso famoso: “Uai, porque sim!”.
Brincadeiras a parte, as justificativas apresentadas são sempre respostas vazias, sem fundamentação teórica. Geralmente a escola adota essa prática por entender que o brinquedo será um elemento complicador, gerador de conflitos. Portanto, “… deixemos para a sexta, porque sendo o último dia de aula da semana, teremos sábado e domingo para repormos as energias gastas nos transtornos que o Dia do Brinquedo causa”.
Outra justificativa recorrente é a preocupação de o brinquedo ser quebrado e o desgasteque o fato proporcionaria na relação com a família. Sabemos que nem sempre é agradável a forma como as famílias abordam a escola em situações como essa. Pensando de antemão no prejuízo material, há uma tendência de os pais ou responsáveis acusarem o professor de negligência. E quando isso acontece, é necessário que o professor tenha os argumentos necessários para enfatizar que os danos de um brinquedo quebrado são (ou deveriam ser) menos importantes do que os ricos momentos de socialização favorecidos pelo objeto. Há também o receio de a criança não prestar atenção suficiente nas atividadesEnfim, todos os argumentos se orientam para a antecipação e o impedimento do conflito, entendido, portanto, como algo negativo, que deve ser evitado.
Mas, se evitamos o conflito, como poderemos alcançar nosso objetivo de formar para a autonomia? O que precisa ser entendido é que, além do papel lúdico do brinquedo, também há nele uma carga afetiva: a criança deseja levar para a escola um “pouco de sua casa”, do seu “porto seguro”. Quanto ao receio de os brinquedos se tornarem causa de conflitos, sugiro que usemos dessas situações para um trabalho de construção da boa convivência.
Você pode perguntar: mas como, se os alunos disputam e choram por causa deles? Pensemos juntos…
A disputa pelo objeto, comum entre crianças pequenas, é explicada pelo estágio de desenvolvimento em que se encontram. Querer ficar o dia todo com seu brinquedo no colo é resultado do acentuado egocentrismo ainda presente nos pequenos. Até por volta de 6 ou 7 anos, elas são incapazes de reconhecer e coordenar outras perspectivas que não sejam suas próprias. E isso não quer dizer que sejam egoístas, mas que não possuem ainda “ferramentas psicológicas” suficientes para considerar os desejos e pontos de vistas das outras pessoas. Nesse caso, a mediação do adulto, promovendo momentos em que todos os envolvidos possam se colocar, dizendo o que desejam e como se sentem, é fundamental para um trabalho de construção da autonomia.
Paralelamente a isso, quanto ao momento adequado de liberar os brinquedos na aula, deve ser levado em conta o respeito às regras construídas pelo grupo (tratamos disso no post“Regras morais e convencionais: qual a diferenças?”). Estamos falando de um trabalho deregulação – e não de controle – da vontade e dos afetos. A autonomia é construída a partir desse exercício de autorregulação – eu desejo, mas não devo fazer tal coisa porque fere uma relação de respeito mútuo, ou seja, eu escolho fazer o certo porque assim me sinto melhor como pessoa.
É evidente que proibir ou limitar o brinquedo vindo de casa é bem menos trabalhoso para o educador e para a escola. Porém, são atitudes que não contribuem para o desenvolvimento da autonomia de nossos alunos. Podemos considerar ainda que o trabalho diário com os brinquedos causa menos expectativas (tanto para o aluno como para o professor) do que esperar aquele dia específico. Menos expectativa, menos ansiedade, portanto, menos probabilidade de confusão. Trata-se de habituar a criança ao momento do brinquedo, o que implica estimular trocas, empréstimos e zelo com o objeto. Enfim, ótimas oportunidades para o desenvolvimento moral dos pequenos.
Depois dessa reflexão, qual sua opinião? A escola deve ou não manter o Dia do Brinquedo? Comente, opine. Queremos sua companhia! Cumprimentos mineiros e até a próxima semana, quando falaremos detalhadamente sobre as tecnologias em sala de aula.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Envolvendo a família na primeira reunião de pais


Preparamos a primeira reunião pedindo aos pais informações antecipadas que norteiam o trabalho da escola. Foto: Gabriela Portilho
Trabalho há muitos anos como diretora e por incrível que pareça o friozinho no estômago e a ansiedade ainda rondam quando preparo uma reunião de pais. E não vão pensar que esse sentimento é só meu! Os professores também sofrem do mesmo mal! Frente aos anseios nos reunimos para preparar esse encontro. Costumo questionar a Equipe Escolar sobre a importância dessa reunião de pais. Que diferença fará no nosso trabalho? O que irá acarretar na vida escolar do aluno? E por que é tão importante a participação da família?
Concluímos que contar com a parceria da família sempre será de muita valia para se desenvolver um bom trabalho. É ela a nossa válvula propulsora para que a educação se estenda além-muro da escola e com o seu envolvimento intensificado o ganho irá triplicar-se, ou seja, antes o que era só da escola passa ser dos pais, alunos e comunidade escolar. E esse ganho será possível? Sim, apostamos e acreditamos nessa possibilidade! Parece com o trabalho de formiguinha e que poderá levar um tempo, mas não é impossível realizá-la, a ponto de desistir! Somos a prova disso na EMEF Profª “Hilda Weiss Trench”, ainda persistimos nessa ação e o resultado nos tem preparado uma participação expressiva dos pais nesses encontros. Portanto, o segredo é preparar a primeira reunião de pais com algumas informações antecipadas que irão nortear o trabalho da escola com a participação de todos.
E como fazer?
Comecem enviando um comunicado sobre a importância da reunião de pais e o quanto irá contribuir para o desenvolvimento do aluno. Aponte que esses encontros acontecerão ao longo do ano, se possível com as datas previstas para que eles possam se programar (estão previstos no calendário escolar – se possível enviem uma cópia para cada pai).
Questione-os sobre:
  • Possibilidade de sua participação nesses encontros: peça que apontem se há ou não a possibilidade em participar dessa reunião; levar em consideração quanto ao dia da semana que a escola disponibilizará para essa realização (aqui realizamos na 2ª feira, dia do nosso HAC ou HTPC);
  • Se não pode participar no dia: agendar um horário no HAC ou HTPC ou se houver horários disponíveis durante o período de aula (utilizamos as aulas de Educação Física para que o professor possa dar atendimento aos pais nesse período);
  • Sugestão de horários: solicitem sugestões e certifiquem-se de que não haverá prejuízos para os alunos; justifiquem as possibilidades após sondagem, explicando que será atendido o que a maioria solicitar;
  • Sugestões de assuntos que poderiam ser abordados: questione o que os pais gostariam de saber sobre a escola, seu funcionamento, sobre os professores, funcionários, as aulas, combinados de sala, desempenho dos alunos e outros;
  • Sugestões de palestras na escola: assuntos que gostariam que fossem abordados e debatidos por palestrantes (poderiam agendar duas palestras para os pais no ano, uma para cada semestre);
  • Comunicá-los que a escola é um espaço de direito de todos: solicitem para que escrevam sobre o que esperam da escola e como eles (pais) poderão contribuir;
  • Aproveitem o momento para divulgar a missão da escola: expressem o propósito que a escola se submeteu para atender a todos.
Solicite aos pais que devolvam esse questionário a tempo de tabular os resultados para que possam mostrá-los já no primeiro encontro.
Posso assegurar-lhes que foi muito significativo pedir sugestões aos pais. Partiu deles uma ideia muito bacana: trazer os alunos para se apresentarem durante a reunião de pais. No nosso último encontro os alunos da Oficina de Música apresentaram uma mostra do Concerto de Flauta Doce. E é claro que os pais gostaram e muito.
O pais apontaram até o meu defeito! Descobri que falava muito nas reuniões, deixando um tempo curto para estarem com o professor de seus filhos. Passei, então, a me planejar melhor nos horários, seguindo o meu protocolo em dar as boas vindas apresentando a pauta da reunião em cartaz ou no data show. Faço questão em deixar claro que planejamos todas as reuniões que realizamos na escola para que se sintam respeitados e a Equipe Escolar também.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O que assegurar nos planejamentos do 1º semestre nas turmas de 4 e 5 anos?

Para não cair na tentação de querer dar todo o conteúdo em apenas um ano, é importante distribuir os planejamentos ao longo dos meses
Para não cair na tentação de querer dar todo o conteúdo em apenas um ano, é importante distribuir os planejamentos ao longo dos meses. Foto: Gabriela Portilho
Terminada a época de diagnóstico dos saberes dos pequenos, é hora de definir as sequências e projetos do primeiro semestre. São inúmeras as possibilidades nos diferentes eixos. Entretanto, é preciso cuidar do foco e ter clareza do que realmente queremos que as crianças aprendam. Neste ponto, vale a máxima: “menos é mais”.
Cabe ao coordenador pedagógico auxiliar os professores a fazer escolhas. Para tanto, acredito ser preciso pensar longitudinalmente, ou seja, em cada um dos eixos ao longo de toda a escolaridade na Educação Infantil. Se conhecermos bem quais são as expectativas de aprendizagem de cada um, poderemos orientar cada grupo, sugerindo as atividades e lembrando o que cabe ao nível anterior ou posterior, já que os professores, muitas vezes, querem dar conta de tudo num mesmo ano.
Sou defensora de fazer uma escala para distribuir os planejamentos ao longo do semestre. Não é preciso desenvolver atividades para todos os eixos concomitantemente, mas é bem pertinente elaborar sequências ou projetos com duração de dois meses ou, então, fazer as atividades do planejamento de movimento três vezes por semana no primeiro mês, para que as crianças aprendam brincadeiras que depois realizam com autonomia no parque e nos outros meses, reservam-se dois momentos de movimento, para que se possa encaixar outro eixo. Veja aqui um exemplo de quadro do primeiro semestre.
A turma de 5 anos e alguns eixos
Geralmente, a maioria das crianças dessa turma já frequentou a escola e são bastante autônomas. O interesse por atividades de Leitura e Escrita é bem grande e elas também são capazes de quantificar e gostam dos jogos de Matemática que envolvem desafios.
Em Arte, estão atentos aos detalhes e dispendem de bastante tempo nas suas produções.
Em Natureza e Sociedade, são inúmeros os temas que podem aguçar sua curiosidade para as pesquisas. Em Movimento, os jogos cooperativos ou de competição podem ser mais elaborados.
Veja aqui o quadro de expectativas de aprendizagem da turma de 5 anos que elaborei com um grupo de professores desse nível.
Abaixo, destaco para vocês algumas possíveis sequências para dois desses eixos.
Leitura e escrita. A primeira sequência nesse eixo deve envolver muitas atividades de leitura e escrita de listas de palavras. O trabalho com textos memorizados como parlendas, poemas ou músicas é mais adequado no segundo semestre.
Organizar as atividades em torno de possibilidades de ler e escrever listas de frutas, de comidas, de animais ou de personagens, como da turma da Mônica é bem pertinente.  Também é preciso planejar situações para refletirem sobre a linguagem que se escreve, com muita leitura de textos de qualidade. A produção de texto oral com destino escrito pode estar atrelada ao projeto de Natureza e Sociedade, que certamente terá etapas de leitura e produção de textos informativos sobre o tema escolhido.
Matemática. Aqui, o desafio será resolver situações de quantificação para comparar quantidades, identificar e escrever os números. É uma boa situação didática, por exemplo, propor problemas envolvendo soma e subtração para que resolvam oralmente e na roda, explicitando como fizeram.
Os jogos com dados e baralho, o bingo e outros como guerra dos dados também devem estar no planejamento, mas, para isso, é preciso ter um número suficiente deles para que todas as crianças participem.
A turma de 4 anos e alguns eixos
Nessas turmas, geralmente, algumas crianças estão vindo pela primeira vez à escola. Por isso, brincadeiras com músicas e jogos orais são muito bem-vindos.  Na Leitura e Escrita, o foco é a escrita convencional do próprio nome e a leitura dos nomes dos colegas. EmMatemática, muitas brincadeiras envolvendo a série numérica oral convencional e a quantificação. Em Natureza e Sociedade, um projeto para pesquisar um grupo de animais também é bem instigante.
Abaixo, destaco para vocês algumas possíveis sequências para dois desses eixos.
Oralidade e Leitura. Memorizar poemas ou parlendas para apresentar num sarau possibilita atingir os objetivos de oralidade e elaborar inúmeras atividades de leitura, como tentar fazer o ajuste da fala (passando o dedinho) ao escrito, enquanto recita o texto que sabe de cor.
Outra atividade interessante e que estimula as crianças ajustarem o falado ao escrito é quando o professor escreve, na frente dos pequenos, o texto em um cartaz que ficará exposto. Assim, eles terão o professor como modelo e o texto disponível para situações de leitura.
Em relação à escrita, trabalhar com nomes próprios é o ideal.
Veja o quadro de expectativas de leitura e escrita da turma de 4 anos clicando aqui.
Natureza e Sociedade. Os pequenos são pesquisadores natos, curiosos e com muitos “porquês”. Portanto, definir um grupo de animais que possibilite comparações e levantamento de hipóteses, por cerca de dois, no máximo três meses, é ideal. Neste ponto, o cuidado é com a escolha do tema. É sempre mais instigante incentivá-los a pesquisar um tema sob sua própria ótica. Exemplo: em vez de sugerir “mamíferos”, que tal sugerir “animais gigantes”, como eles próprios falariam? Então, nessa pesquisa entrarão elefantes, baleias, emas e ursos.
Além desses eixos que exemplifiquei, ainda existem os outros, como Movimento, Artes Visuais e Música, para desenvolver as sequências, os projetos e as atividades permanentes. Todos eles precisam ser bem planejados, como o momento da roda de conversa e da hora da história, que devem acontecer diariamente na rotina das turmas.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quatro sites para compartilhar arquivos

Você ainda é daqueles que tentam anexar arquivos gigantes nos e-mails? Se a resposta for sim, esse post é dedicado especialmente a você! Afinal, hoje em dia a internet oferece soluções mais rápidas e fáceis para compartilhar arquivos, que podem ser usadas para enviar atividades ou trabalhos de sua escola.
Os chamados sites de compartilhamento são bastante úteis para enviar fotos, vídeos ou documentos muito pesados. É possível tirar proveito disso para combinar com a turma a entrega de trabalhos  ou o envio de materiais em outras mídias, por exemplo.
Preparamos uma lista com quatro bons sites de compartilhamento na rede. Confira!
1) DropboxCertamente um dos mais famosos sites dessa natureza, o Dropbox pode ser uma verdadeira mão na roda para ter acesso a todos os arquivos do seu computador em qualquer lugar do mundo (com acesso à internet, claro!). Para utilizá-lo, você precisa criar uma conta no  site oficial, fazer o download do programa e concluir a instalação em seu computador. O Dropbox  criará uma pasta onde você pode colocar os arquivos que deseja compartilhar. E tem mais uma vantagem: caso você utilize uma máquina em que o Dropbox não esteja instalado, é possível acessar seus arquivos diretamente no site do programa! O Dropbox tem três versões disponíveis, sendo que a de 2 GB é a única gratuita. Para utilizar as outras (de 50 e 100 GB) é preciso pagar uma taxa mensal de 10 e 20 dólares, respectivamente. Clicando aqui você encontrará um bom tutorial de como aproveitar bem o Dropbox.
2) 4 sharedConhecido na web como um bom site para baixar músicas e filmes, o 4shared é fácil e simples de usar. Em apenas alguns minutos, você faz o cadastro e já pode usufruir de suas facilidades. A navegação é bastante simples: basta selecionar os arquivos que você deseja compartilhar e esperar que eles sejam carregados no site. Em seguida, o 4shared gera um link para o download e permite que você adicione o e-mail de quem deseja ter acesso a esses documentos. Na versão gratuita, o usuário tem 15 GB de espaço disponível e pode fazer oupload (isto é, carregar os documentos) de arquivos de até 2048 MB. Essa versão, entretanto, expira após 180 dias de uso. Já na versão paga (77 dólares por ano), você pode subir arquivos com o tamanho máximo de 100 GB até atingir o limite de armazenamento. Se desejar enviar novos documentos, basta excluir os arquivos anteriores.
3) HightailSe a ideia é enviar os arquivos diretamente para alguém, o Hightail pode ser uma excelente opção. Nele é possível subir gratuitamente documentos de até 250 MB de cada vez, e o espaço para armazenamento é de até 2 GB. O Hightail permite que você faça o upload dos arquivos, e logo em seguida os envie para um ou mais e-mails com uma mensagem pessoal, o que pode dinamizar e muito o compartilhamento de seus documentos. O cadastro é automático: ao realizar a ação, logo na página inicial do site, você já insere seu e-mail e uma senha. No mesmo instante, sua conta já foi criada!
4) BoxO Box é uma excelente opção não só para compartilhar como também para editar arquivos online. Ao se inscrever, você tem automaticamente (e de graça!) 10 GB de espaço livre para usufruir. Ele ainda oferece três opções de compartilhamento os arquivos: você pode enviar para  alguém o link de acesso para fazer o download; criar uma pasta e compartilhar o acesso com outras pessoas, ou ainda disponibilizar o arquivo diretamente em um site ou rede social. Além disso, é possível criar e editar arquivos online, no mesmo estilo do Google Drive (veja o post que fizemos sobre esse assunto).  Existe ainda uma versão para empresas (que pode ser perfeitamente usado pela escola toda, por exemplo). Nessa versão, pagando 15 dólares por mês, o usuário tem 1000 GB de memória disponíveis. Esta pode ser uma boa opção caso a iniciativa de usar essa ferramenta seja adotada pela escola.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Que tal criar um aplicativo com seus alunos?

Aplicativo “Ditadura na Memória”, criado pelos alunos do 9º ano do Colégio I. L. Peretz, em São Paulo
Você já pensou em criar um aplicativo para celular? Este pode ser um recurso para transformar as pesquisas dos alunos em um produto que pode ser baixado por qualquer pessoa que tenha um smartphone ou tablet.
O mais interessante é que ninguém precisa ser nenhum hacker para produzir um aplicativo (ou app, como também chamado). O site Fábrica de Aplicativos permite criá-los sem ter conhecimentos de programação. Também não é preciso baixar nada no computador ou pagar taxas.
É possível incluir uma lista bem grande de itens nos aplicativos: textos, fotos, vídeos, posts do facebook, listas, entre outros. Também pode-se personalizar cor e selecionar as imagens para abertura e ícones. Se o usuário desejar pagar, pode obter alguns recursos extras, como o mural de recados. Depois de prontos, os aplicativos ficam disponíveis na Galeria da Fábrica de Aplicativos para quem quiser baixá-los.
E, o melhor de tudo, o site é bem fácil de usar: a cada passo, são exibidas as opções disponíveis. Se cometer algum erro durante a construção, basta voltar alguns passos e consertar o app.
Mas como usar a construção de aplicativos em aula?
Uma das experiências disponíveis no site é o aplicativo Ditadura na memória, criado pelos estudantes do 9º ano do colégio I. L. Peretz, em São Paulo. A ideia foi colocar no app o resultado das pesquisas desenvolvidas por eles sobre o período da ditadura. Divididos em 11 grupos, os alunos investigaram e escreveram sobre temas como histórias de desaparecidos políticos, canções e obras de arte produzidas no período. O projeto durou alguns meses e envolveu aulas e pesquisas em quatro disciplinas: História, Geografia, Arte e Língua e Literatura Brasileira.
Os alunos também colocaram no aplicativo links para jogos e outras atividades para testar os conhecimentos dos usuários. Além disso, incluíram recursos como a Rota da Memória – um mapa feito no Google Maps que aponta locais da cidade de São Paulo significativos para entender a história dos anos de chumbo.
Veja outros aplicativos produzidos neste site:
Física InterativaTraz aulas, vídeos e exercícios resolvidos para os alunos.
TGA Fecap 
Manda para o celular planos de aulas, vídeos e fotos das atividades realizadas com a turma de Teoria Geral da Administração, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado.
Primeiros Socorros 
Criado pelo Corpo de Bombeiros de Pernambuco, ensina sobre como proceder em caso de queimaduras, engasgos, paradas cardíacas e outros acidentes.
Ajuda Salesiana
Criado por uma escola, o aplicativo avisa a turma sobre as próximas atividades.
Você já experimentou criar um aplicativo? Conhece outras dicas sobre esse assunto? Compartilhe com a gente nos comentários!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A Educação está ameaçada de virar mercadoria?

Em entrevista ao Jornal da Educação, professor da Universidade de Londres diz que Educação está ameaçada de virar mercadoria. MEC oferece 30 mil vagas para formação de conselheiros escolares. E mais: Até 2016, Brasil terá que colocar 1 milhão de crianças na pré-escola.