segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resolver conflitos não envolve só negociação e ameaças


“Se não parar com a conversa, vai ficar sem recreio!”. “Quando parar de fazer manha, eu te dou o brinquedo.” “Se não melhorar a letra, vou chamar seus pais”. 

É com frases como essas que muitos educadores e pais têm tentado resolver os constantes conflitos presentes nas relações com os alunos e filhos. Muitos dizem que “assim funciona”. Ok, mas por quanto tempo? A que preço? Pensemos sobre isso.

Na resolução de conflitos, são muitas as intervenções que podem ser adotadas e anegociação é uma delas.Entretanto, como profissionais de Educação, precisamos ampliar nossa visão sobre as estratégias possíveis para que possamos agir positivamente na formação de nossos alunos. Nesse sentido, é fundamental refletir acerca dos efeitos que desejamos alcançar com nossas ações.
Ao escolher a moeda de troca como ferramenta para alcançar os comportamentos desejados, a obediência (ou não) do sujeito continua externa e condicionada pelos prêmios ou castigos. Ou seja, enquanto a criança ou o jovem se sentir seduzido ou intimidado poderá agir de acordo com o que a autoridade espera. Mas tanto a teoria quanto a experiência nos mostram   que o poder pela sedução e pela intimidação provoca no sujeito uma ação movida pelo interesse (tanto em ter algo em troca, quanto para se ver livre do que se teme). Estamos falando, portanto, em fortalecer cada vez mais a heteronomia em nossos alunos. Nesse sentido, vale lembrar (novamente) daquele famoso objetivo presente em muitos projetos políticos-pedagógicos (PPP): “Formar alunos críticos e autônomos”, e perguntar: “Como? Agindo na contramão do objetivo?”.
Que fique claro: chantagens e ameaças controlam temporariamente a situação de conflito e precisam ser constantemente intensificadas para que continuem surtindo o efeito desejado. Com o tempo, deixam de intimidar e seduzir porque são reguladores externos. A autonomia se dá por autorregulação, ou seja, o sujeito escolhe agir corretamente pela adesão interna que tem aos valores socialmente desejáveis. Essa construção só é possível por meio de interações em que a relação não se dê pela coerção e sim pelo respeito mútuo, pela cooperação.
Então, como agir?
Uma resolução de conflito orientada para a construção da autonomia pressupõe mais a postura de um mediador do que de um negociador. Alguns cuidados precisam ser tomados para que esse momento seja também uma boa oportunidade no processo de formação. Vamos a eles:
- Evite falar pelos alunos, deixe que eles descrevam seus pontos de vista e sentimentos.
- Acolha as explicações sem, contudo, validar as ações.
- Evite propor uma resolução de imediato (a pressa é inimiga da perfeição!).
- Concentre-se no problema. Não “desviar”, nem traga episódios anteriores.
- Não tome partido, nem compare as crianças. Essas atitudes podem aumentar as hostilidades.
- Quando surgir um impasse, ofereça uma sugestão, pergunte se concordam com ela, se é justa e se alguém tem outra ideia. Defenda o valor do acordo mútuo e dê aos alunos a oportunidade de rejeitar as propostas, estimulando-os a buscar soluções cooperativas.
- E o mais importante e difícil para nós, educadores: não espere resultados rápidos e mudanças radicais em atitudes que, de certa maneira, precisam ser reconstruídas.

Em geral, as intervenções descuidadas e impulsivas contribuem para que os alunos, num outro momento, escondam situações de crise. Uma boa resolução atua sobre as causas do conflito e não sobre as consequências. O trabalho voltado para a formação e o desenvolvimento da personalidade considera como objetivo o processo e não somente os resultados.
Finalizando, o conflito tanto pode ser um terreno fértil para um trabalho construtivo, como também pode ser destrutivo para as relações. É nossa postura como educador que fará a grande diferença.

10 brincadeiras para experimentar com as turmas da creche e da pré-escola




1 - Cauda do Dragão

Material necessário 

Nenhum.


Desenvolvimento
Todos os participantes ficam em pé, em uma fila indiana com as mãos na cintura um do outro, formando um dragão. O primeiro integrante da fila, representando a cabeça do dragão, terá como objetivo pegar o último da fila, que representará a cauda. Ao sinal do educador, o "dragão" passará a se movimentar, correndo moderadamente, sob o comando da cabeça que tentará pegar a cauda. Esta, por sua vez, fará movimentos no sentido de evitar que isso aconteça. A brincadeira continuará enquanto durar o interesse das crianças.



2 - O feiticeiro e as estátuas

Material necessário
Nenhum.

Desenvolvimento
Os participantes ficam de pé, dispersos em uma área delimitada para a brincadeira. Um voluntário será o "feiticeiro" que perseguirá os demais. Ao sinal do educador, inicia-se a perseguição, e aquele que for tocado ficará "enfeitiçado": imóvel com as pernas afastadas, representando uma "estátua". Os outros companheiros poderão passar por baixo das pernas das "estátuas", salvando-as do "feitiço". Depois de algum tempo, o "feiticeiro" deverá ser substituído. O jogo prosseguirá enquanto houver interesse do grupo.

3 - Biscoitinho queimado

Material necessário
Um brinquedo.

Desenvolvimento
O educador esconde um brinquedo qualquer (o "biscoitinho queimado"), enquanto os participantes estão de olhos fechados. Depois grita: "Biscoitinho queimado!", e os outros têm que tentar encontrá-lo. Quando uma criança chega perto do "biscoitinho queimado", o educador grita seu nome e fala: "Está quente!". Se estiver longe, ele grita "Está frio!". Quem encontrar o brinquedo primeiro ganha.



4 - O carteiro

Material necessário
Nenhum.

Desenvolvimento
Os participantes ficam sentados em círculo. O educador inicia falando: "O carteiro mandou uma carta... (suspense) só pra quem está usando camiseta branca!". Todos que estiverem de camiseta branca trocam de lugar, mas não podem ir para o lugar ao lado. Quem não consegue trocar rapidamente de lugar, fica fora da brincadeira. A brincadeira prossegue com comandos variados: só pra quem estiver de cabelo solto, de cabelo preso, de anel, de relógio, de rosa, de azul... A brincadeira prossegue com a mudança do carteiro.

5 - Colher corrente

Material necessário
Colheres de sobremesa e caramelos.

Desenvolvimento
As crianças formam duas filas com número igual de pessoas. Elas ficam sentadas frente a frente, cada uma com uma colher de sobremesa. O primeiro da fila recebe na sua colher, presa com o cabo na boca, um caramelo, que deverá passar para a colher do vizinho. A brincadeira começa e, sob uma ordem dada pelo educador, cada um deverá passar o caramelo, com a colher na boca, para a colher do vizinho, sem ajuda das mãos, que devem ficar cruzadas nas costas. Toda vez que o caramelo cair, a criança pode recolhê-lo com a mão e continuar a brincadeira. Ganha a fileira que primeiro conseguir passar o seu caramelo de colher para colher até o final.

6 - Boizinho

Material necessário
Nenhum.

Desenvolvimento
As crianças formam uma roda, segurando com bastante força as mãos umas das outras. No meio da roda deve ficar uma das crianças, que vai ser o "boizinho". O "boizinho" deve pegar o braço das crianças da roda e ir perguntando: "De quem é essa mão?" A criança deve responder falando o nome de uma fruta ou um objeto, tentando distrair os participantes. Depois de fazer a pergunta a todos, o "boizinho" deve tentar romper a roda em algum ponto e fugir. Quando foge, os outros devem tentar capturá-lo. Quem conseguir é o próximo "boizinho".

7 - Tesouro perdido

Material necessário
Saquinho com balas.

Desenvolvimento
Uma criança deve ser o pirata, que vai esconder o tesouro. O tesouro é um brinde (balas, por exemplo), colocado dentro de um saquinho. Depois que o pirata esconde o tesouro, ele diz: "Vamos ajudar o pirata trapalhão?". É a senha para que as outras crianças comecem a procurar. Elas têm cinco minutos para encontrá-lo. Se não conseguirem, o pirata dá algumas pistas de onde o escondeu. Quando o tesouro é encontrado, a criança que o achou deve escondê-lo novamente. A cada rodada, novos objetos podem ser colocados no saquinho. Quem acha o tesouro pode ficar com ele ou dividir com o pirata e os outros participantes.

8 - A queda do chapéu

Material necessário
Um chapéu.

Desenvolvimento
Os participantes são organizados em círculo. Cada um recebe um número. O educador se coloca no centro do círculo, segurando um chapéu. Inicia a brincadeira atirando o chapéu para o alto e chamando um número. O participante chamado deve correr e pegar o chapéu antes que ele caia no chão. Se o chapéu cair no chão, o jogador sai da brincadeira e o educador continua no centro. Se o jogador conseguir pegar o chapéu, vai para o centro do círculo e continua a brincadeira.

9 - Apanhador de batatas


Material
Jornais e revistas, dois cestos de boca larga.

Desenvolvimento
Os participantes devem amassar várias folhas de jornal e revistas (serão as "batatas"). O educador deve distribuir as "batatas" em vários lugares. A um sinal do educador, os participantes, divididos em duas equipes, devem apanhar as "batatas" e colocá-las no cesto destinado ao seu grupo. Vence a equipe que apanhar o maior número de "batatas".

10 - Patins engraçados

Material necessário
Várias caixas de sapato sem a tampa, fita adesiva colorida.

Desenvolvimento
As crianças ficam uma ao lado da outra na sala ou no pátio. Demarque com a fita adesiva a saída e a chegada. Distribua duas caixas de sapato para cada criança (serão os patins). Ao sinal do educador, as crianças deverão escorregar até a linha de chegada.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Celular em sala de aula: proibir ou não?


Uma proposta de lei em análise na Câmara dos Deputados reacendeu a discussão sobre o uso de celular em sala de aula. A PL 104/15 proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da Educação Básica e Superior de todo o país.
A justificativa do projeto diz que “para preservar a essência do ambiente pedagógico” cabe a proibição de todos os equipamentos que “desviam a atenção do aluno do trabalho didático desenvolvido pelo professor”. (Para ler a íntegra do projeto de lei, clique aqui.)
A lei também estabelece que aparelhos só serão permitidos em sala de aula se fizerem parte das atividades didático-pedagógicas e forem autorizados pelos professores. De qualquer maneira, professores discutem se a proibição é a melhor maneira de tratar do assunto em sala de aula e se a lei não vai na contramão das discussões sobre uso da tecnologia para aprendizagem e sobre a necessidade de formação dos professores nesta área.

Para você Professor...

Você Sabia...

Que existem sites que trazem como propostas cursos e mini cursos online para professores e que muitos destes são gratuitos e disponíveis 24horas???


Pois bem, a internet é um meio de comunicação e uma rede de informações que pode trazer para você e sua escola muitos benefícios. Há algum tempo cursos à distancia (EAD) estão ganhando espaço e credibilidade entre profissionais, principalmente, da educação. Tais cursos abordam diversos temas e conteúdos, de acordo com suas escolhas e objetivos. 

Logo abaixo você encontrará um de nossos parceiros, a Revista Nova Escola, que possui uma página especial com cursos em diversas dimensões. Basta você clicar e conferir.


Site: http://www.cursosnovaescola.org.br/eduead/

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tecnologia Assistiva


Programas Gratuitos
Voltado para esse movimento de inclusão das pessoas com algum tipo de deficiência, o Governo Federal  disponibiliza gratuitamente no site da Câmara dos Deputados , vários links para download de tecnologias assistivas.
Um deles é o eViaCam, que possibilita o controle do mouse por meio de movimentos da cabeça. Com a ferramenta, o clique do mouse é acionado fixando-se por alguns segundos o ponteiro do mouse na região desejada na tela. Para acessá-lo basta ter uma webcam conectada ao computador do usuário.
Outro programa disponível é o DOSVOX, que consiste num sistema de leitura de tela com voz digital que permite à pessoa com deficiência visual utilizar o computador. A única exigência para o pleno funcionamento do DOSVOX é ter um computador com saída de som.

















Abaixo você pode conferir três Links de Recursos Gratuitos de Tecnologia Assistiva disponíveis para download:

eViaCamControle do mouse por meio de movimentos da cabeça. O clique do mouse é acionado fixando-se por alguns segundos o ponteiro do mouse na região desejada na tela.Webcam conectada ao computador PC.Windows e Linux
Software aberto GNU/GPL v3.
Head MouseControle do mouse por meio de movimentos da cabeça. É possível configurar diferentes movimentos para o clique do mouse.Webcam conectada ao computador PC.WindowsSoftware gratuito desenvolvido pela Escola Politécnica Superior da Universidade de Lleida, na Espanha.
DOSVOXSistema de leitura de tela com voz digital que permite à pessoa com deficiência visual utilizar o computador.Computador  PC com saída de som. Software gratuito desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ.





Matemática Divertida

As pesquisas no campo da Didática da Matemática, iniciadas nas décadas de 1970 e 1980, sobretudo na França, estão mudando o ensino da disciplina. Graças às descobertas teóricas de especialistas como Gérard Vergnaud e Guy Brousseau, hoje é possível ensinar de forma que as crianças vejam sentido na aprendizagem matemática e possam reutilizar os conhecimentos adquiridos a cada novo problema proposto. Nessa perspectiva, são priorizadas estratégias nas quais os alunos confrontam seu raciocínio com o dos colegas nas discussões em grupo, justificam suas escolhas e registram suas próprias hipóteses, buscando resolver situações-problema com mais autonomia.


Para contribuir com a disciplina e/ou para complementar conteúdos envolvendo noções de matemática para o ensino fundamental I foram criados vários jogos que podem ser encontrados na internet, e que você, na escola ou em casa, pode se divertir com os amigos e com sua família. Para lhe ajudar, segue o link e a descrição de um jogo educativo bem legal.


Labirinto da Tabuada



Para fazer um belo gol nesse campo de futebol, é preciso estar afiado na tabuada. Elaborado pelo matemático Antonio José Lopes Bigode, esse desafio coloca em jogo as propriedades da multiplicação.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

PROPOSTA: Como e por que conhecer os indígenas


Índios são selvagens e vivem na floresta. Caçam e pescam para comer, andam sem roupa e não trabalham. Esse foi o conteúdo da maior parte dos textos dos alunos do 5º ano do Colégio Sinodal, em Ibirubá, a 300 quilômetros de Porto Alegre. A tarefa, feita a pedido de Cristiele Terhorst, consistia em escrever o que encontrariam se visitassem uma aldeia. De posse do material, a docente avaliou o que a turma sabia sobre o tema e então traçou estratégias para abordá-lo. "Os estudantes tinham uma imagem estereotipada dos indígenas. As palavras que usavam para descrevê-los eram as mesmas dos dominadores europeus, por exemplo", ela conta. 

O desafio era discutir a história desses povos que habitam o país desde muito antes do descobrimento (inclusive a região de Ibirubá), pesquisar a vida deles e algumas características que permanecem até hoje e as alteradas. O trabalho também tinha como objetivo fazer com que os alunos passassem a conhecer mais e respeitar o que até o momento parecia tão diferente e distante (além de estranho, já que Ibirubá tem forte influência da colonização alemã). 

Para organizar a sequência didática, Cristiele estudou bastante. Na época, a professora polivalente era mestranda em História pela Universidade Federal de Passo Fundo (UPF) e aproveitou o que aprendia para trabalhar com a criançada.




Imagens que reforçam estereótipos 

O livro O Povo do Pampa (Luíz Carlos Tau Golin, Ed. UPF, tel. 54/3316-8373, edição esgotada) não é para crianças. Ainda assim, a professora usou o material porque ele contém informações confiáveis e resultados de pesquisas sobre os habitantes do Rio Grande do Sul. Para ajudar a classe a compreender o conteúdo, propôs uma leitura coletiva e discussões parágrafo por parágrafo. 

Reproduções de obras de arte, mapas e ilustrações também foram motivo de conversa. Observando pinturas, algumas do francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), a turma questionou: "Por que o índio tem cara de bravo?", "Será que o artista estava no meio de uma luta e pintou porque ficou com medo?". Além de informar sobre alguns hábitos deles na época, a educadora aproveitou para falar dos artistas estrangeiros que, nos séculos seguintes ao descobrimento do Brasil, eram encarregados de registrá-los. 

Analisar as ilustrações, segundo Leonardo Palhares, historiador e professor do Colégio Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, é essencial para compor aulas da disciplina. Para ele, a boa análise inclui a discussão sobre o que é mostrado, quem é o autor, a data da produção, por qual motivo e como cores, cenário e espaço são apresentados. Durante o mestrado, ele pesquisou imagens de povos indígenas em livros didáticos. "Há alguns anos, a figura do índio como selvagem era dominante. Hoje, é a do protetor da floresta. É interessante notar a mudança de olhar, embora as representações continuem estereotipadas." 

Na etapa seguinte, Cristiele dividiu a classe em grupos e cada um ficou responsável por estudar uma etnia - caingangue, guarani e tupiniquim (os dois primeiros estão presentes no Rio Grande do Sul) - e depois organizar apresentações orais. A professora distribuiu textos com informações de cada um dos povos e pediu que os alunos anotassem o que chamava a atenção, como lendas, arte, rituais, além de dados sobre o modo de vida e onde as aldeias se localizam atualmente. Aos estudantes também foi dada a tarefa de pesquisar mais na biblioteca da escola. 


Para Araci Coelho, historiadora e docente do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), abordar as diferenças entre os povos indígenas é essencial para dar conta da pluralidade. "Não faz sentido falar do índio brasileiro como se fosse um só. O adequado é tratar dos índios, no plural. Eles eram e continuam sendo grupos muito diferentes entre si", explica. 

Em outra aula, Cristiele exibiu o filme Duas Aldeias, uma Caminhada (Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites, Projeto Vídeo nas Aldeias, 63 min, tel. 81/3493-3063). As crianças puderam conhecer a história de índios que moram próximos a cidades, produzem e vendem artesanato e mantêm algumas características da antiga cultura. "Elas ficaram surpresas ao ver uma história com os próprios moradores das aldeias, em vez de atores fazendo o papel de indígenas", diz. No momento do vídeo, ainda se falou sobre a relação com a terra. Cristiele explica que a classe estava acostumada a ver os campos da região sendo ocupados pelos cultivos de soja e milho, mas não compreendia como os índios tiravam proveito das matas. No filme, os entrevistados falam dos animais, das plantas e da importância da biodiversidade. Contam que a reserva indígena onde vivem não é tão vasta para que a coleta e a caça deem conta da alimentação de todos e a área de plantação é pequena, apenas para a subsistência. Novas opiniões estavam se formando!