quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como falar sobre pornografia com seus alunos


A pornografia não é uma questão nova. Quando estudei no antigo ginásio e científico, bedéis e professores já tinham que lidar com o acesso dos alunos a esse material. As cartilhas pornográficas do “Dr. Buçu”, desenhadas à mão, com uma impressão de má qualidade e em papel muito simples, entravam clandestinamente na escola escondidas entre páginas de livros e cadernos e provocavam euforia e muita curiosidade durante os intervalos das aulas da Escola Estadual Moreira e Silva, em Maceió.
O que mudou recentemente é a facilidade de acesso a esse material, principalmente a partir da internet: crianças e jovens ficam a um clique de imagens e vídeos. Na União Europeia (UE), por exemplo, um estudo concluiu que 25% dos jovens com idade entre 9 e 16 anos já tinham visto imagens de cunho sexual. Em 2010, uma pesquisa na Grã-Bretanha revelou que quase um terço dos jovens com idade entre 16 e 18 anos havia visto fotos de natureza sexual em celulares, na escola, mais de uma vez por mês.
E aqui no Brasil, será que é muito diferente? Não consegui localizar nenhuma pesquisa brasileira nesse sentido, mas podemos inferir que o acesso a internet é muito fácil para grande parte de crianças e jovens brasileiros. E para compartilhar essas descobertas com um amigo, é só um clique e pronto! Já está na mão do outro e assim por diante…
As crianças estão crescendo em um mundo sexual totalmente livre e isso inclui acesso fácil à pornografia na internet. Nós educadores temos a obrigação de promover os recursos necessários para que elas aprendam a lidar com isso de forma saudável.
O papel da escola
De clique em clique os jovens vão acessando o mundo da pornografia, saciam suas curiosidades e aprendem até mesmo a fazer sexo. Há jovens, aliás, que usam a pornografia como uma referência para iniciar a vida sexual, como foi o caso de alguns usuários do SOSex, plantão de dúvidas que atendi no Instituto Kaplan.
O problema é que em vez de ensinar, a pornografia pode causar insegurança, ansiedade e ainda distorcer as ideias dos jovens sobre as relações e as práticas sexuais: os pênis são sempre enormes e dispostos ao sexo sem nunca perder a dureza, as mulheres são submissas a qualquer experiência sexual, a aparente preferência de posições e práticas sexuais como a de cachorrinho e o sexo anal, sem contar os absurdos de pedofilia, zoofilia e a impressão de naturalidade e aceitação dos casais em relação ao sexo grupal.
Numa única navegada um jovem pode descobrir coisas e entrar em contato com cenas sexuais que nem poderiam imaginar que existiam ou que seriam possíveis de existir, ou, pior, de se admitir. Esse é o perigo da pornografia: um sexo virtual que pode está bem longe da realidade.
Nós, especialistas em Educação Sexual, acreditamos que um bom trabalho de Educação Sexual na escola pode diminuir a curiosidade sexual de crianças e adolescentes e esvaziar a busca por sites de pornografia, além, é claro, de melhorar a qualidade de vida sexual de nossos jovens.
Minha experiência me faz acreditar muito nisso, mas o trabalho de Educação Sexual precisa ir além dos aspectos fisiológicos reprodutivos e das Doenças Sexualmente Transmissíveis: precisamos falar sobre as curiosidades e mitos que estimulam as buscas na internet. Já tratamos de alguns desses temas neste blog: resposta sexual, práticas e dificuldades sexuais, valores e expectativas no relacionamento afetivo e sexual, dentro muitos outros.
Nosso papel como educadores, além de trabalhar temas que deem respostas às dúvidas sexuais dos jovens, e alertar para os riscos dos sites pornográficos, é também ajudar nossos alunos a perceber que na pornografia, nem tudo é real e que há muitos truques para chamar a atenção dos consumidores. Os empresários do sexo pornô apelam para situações e ações extremamente raras ou fictícias, usando, inclusive, recursos fotográficos como a montagem.
Uma boa forma de discutir o tema é a metodologia da problematização, que, vocês, professores, dominam muito bem. Abra uma roda de conversa sobre pornografia e internet e vocês se surpreenderão com a quantidade de informação que os alunos podem nos dar. Em seguida, peça para que escrevam de forma anônima uma situação que visualizaram ou ouviram de amigos e que geraram dúvidas. Pegue todas as dúvidas e coloque num saco ou caixa e vá lendo uma por uma. Após cada leitura, faça a problematização da situação para eles e peça que lhes ajudem a desvendar a resposta.  Acho que pode ser uma experiência e tanto!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

03 de Dezembro — Dia Internacional das Pessoas com Deficiência



De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. Na maioria das vezes, esses problemas são tratados pelo restante da população como um motivo para a discriminação, o que dificulta uma vida de qualidade e digna para as pessoas com algum tipo de deficiência.

Segundo o Decreto Nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a deficiência pode ser definida como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”. A deficiência pode ser classificada em física, auditiva, visual, mental ou múltipla, quando duas ou mais deficiências estão associadas.



Uma pessoa com deficiência física é aquela que possui alterações que comprometem a realização de determinada atividade física. Essas alterações podem existir desde o nascimento ou serem adquiridas durante a vida. Nesse último caso, a violência e acidentes são fatores bastante relacionados com o aumento do número de deficientes físicos a cada ano.

A deficiência auditiva é aquela que se caracteriza pela perda bilateral, parcial ou total da audição. Ela pode ser ocasionada por má-formação ou lesões nas estruturas que fazem parte da composição do aparelho auditivo.



Uma pessoa com deficiência visual, por sua vez, é aquela que apresenta cegueira ou baixa visão. No primeiro caso, o portador não consegue perceber imagens e nem mesmo a luz. O paciente com baixa visão, entretanto, consegue perceber algumas imagens, porém, necessita da ajuda de alguns instrumentos, como lupas ou então a ampliação de materiais. Pessoas que apresentam problemas como miopia, astigmatismo ou hipermetropia não podem ser consideradas deficientes visuais.

Por fim, temos a deficiência mental. Ela afeta o funcionamento intelectual do paciente, que é relativamente menor que o da média dos outros indivíduos. Nesse caso, o problema aparece antes dos 18 anos de idade.



De uma maneira geral, pessoas com deficiência precisam de uma maior atenção por parte dos governantes, principalmente no que diz respeito à acessibilidade e inclusão na sociedade. Segundo a ONU, pessoas com deficiência são mais vulneráveis a abusos e normalmente não frequentam a escola.
Também é importante destacar que a maioria dos deficientes não consegue entrar no mercado de trabalho principalmente porque alguns empregadores acreditam que essas pessoas não são capazes de realizar o trabalho com eficiência, além de acharem que a construção de um ambiente acessível é bastante cara. Sendo assim, está claro que é fundamental que se criem políticas que acolham melhor essa parcela da população.

Diante disso, em 1992, a ONU instituiu o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que passou a ser comemorado todo dia 03 de dezembro. Com a criação dessa data, a ONU tinha como objetivo principal conscientizar a população a respeito da importância de assegurar uma melhor qualidade de vida a todos os deficientes ao redor do planeta. É importante, no entanto, que todos tenham em mente que as pessoas com deficiência não são menos capacitadas e, assim como todas as outras, possuem direitos e deveres assegurados.

Natal



A comemoração natalina é uma antiga tradição que se espalhou pelo mundo, é marcada pelo sentimento de paz, amor, fraternidade e esperança. Dia 25 de dezembro é a data simbólica do nascimento de Jesus Cristo, é por isso que no Natal as pessoas voltam seus espíritos para as coisas boas, refletindo sobre tudo de bom que viveu e compartilhou com as pessoas amadas, tendem a se mostrar mais solidárias e respeitadoras aos mandamentos divinos. 

Nesse período se faz muitas referências às passagens bíblicas como, por exemplo; “Amarás o teu próximo, como a ti mesmo” (Mateus 22:39), essa retrata o respeito e o amor que devemos ter pelos nossos semelhantes. Além da parte espiritual, o Natal também aquece o mercado de produtos e consumo.

O Natal, assim como outras comemorações, acaba tornando-se uma data comercial, onde o número de vendas de diversos artigos e produtos aumenta, alavancando a economia do país nesse período. A seguir você encontrará todas as informações sobre o Natal, desde sua origem até dicas de presentes.

Apresentações orais, provas e trabalhos: situações que estressam os alunos da EJA

A maioria dos meus alunos tem grande apreço pela escola e gosta de frequentá-la. Muitos se empolgam com os novos aprendizados e valorizam não só as aulas, como também os eventos culturais e o fato de a instituição ser um espaço de socialização. Alguns deles, por exemplo, não têm oportunidade de conversar com a família ou com pessoas no trabalho, portanto os colegas de sala acabam sendo os únicos amigos. Contudo, apesar de prazerosa, a escola pode ser também estressante em determinados momentos.
Tradicionalmente, o final do semestre é um tempo de avaliações, finalização de tarefas e apresentações de fim de curso em grande parte das escolas. E há vários estudantes que não lidam bem com essas situações na Educação de Jovens e Adultos. Já vi casos de pessoas que ficam extremamente nervosas em dias de prova ou de apresentações de trabalhos. Particularmente, quando eu era estudante, não me sentia à vontade em participar de seminários, mas acabava encarando a dificuldade, como todos os meus colegas. Na EJA, no entanto, por se tratar de adultos, essas circunstâncias podem tornar-se muito delicadas.
Mencionei as apresentações orais em outro post e como elas são um grande desafio para as classes da EJA. Desde que comecei a lecionar nesse segmento, fiz esse tipo de proposta e, rapidamente, percebi que eram difíceis para alguns alunos. Apesar disso, sempre as mantive por considerar que os aprendizados eram maiores que os desconfortos. Até hoje, penso que os ganhos são, de fato, significativos, mas aprendi a ter mais cuidado com os receios, as vergonhas e até o pânico que acometem os estudantes.
Vivi muitas situações que evidenciaram esse receio por parte da turma, como alunos que faltavam em dia de apresentações ou de trabalho em grupo e que ficavam absolutamente travados ao fazer provas. Os dias que antecedem a explanação oral estão entre os mais estressantes para eles. Na véspera do seminário, aparecem alergias na pele, crises de pressão alta, dores de barriga, infecções urinárias, nervosismo excessivo, entre outros sintomas. É normal ficar doente de vez em quando, mas metade da classe adoecer na mesma semana supera toda a chance de acaso estatístico.

Preocupado com o efeito que essas atividades têm nos alunos, há alguns anos tenho tomado cada vez mais cuidado (leia aqui sobre a sensibilidade de alguns estudantes da EJA). Busco discutir com eles se vale a pena realizar essas tarefas. Será que os ganhos superam todo o estresse que aparece? A quase totalidade dos alunos diz que sim. Mesmo aqueles mais retraídos e que passam por mais obstáculos afirmam que o percurso é cheio de aprendizados.
Entretanto, já me deparei com alunos que desistem da escola por não suportarem tarefas em grupo e apresentações em público. Aparentemente, tomar a palavra pode ser penoso demais para algumas pessoas, que estão dispostas a jogar para o alto todos os benefícios da escola por conta dessas dificuldades. Há consequências ainda piores que a evasão. Recentemente, soube de um estudante que tentava abandonar o alcoolismo, mas teve recaídas justamente nos momentos em que tinha de falar em público na escola.
Por conta de episódios como esses, temos uma noção do tamanho da nossa responsabilidade ao propor atividades na EJA. Acredito que não se trata, obviamente, de abandonar um trabalho que é importante para a maioria dos alunos. Porém, é preciso traçar um caminho que seja menos árduo, com mais etapas intermediárias e mais acompanhamento para esses casos.
Você já vivenciou algo parecido em suas turmas? O que fazer?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Qual é a cor da cor da pele?


Ao iniciar um trabalho com retratos nas aulas de Arte, o professor Anderson Pinheiro Santos deu a seguinte orientação para os alunos do 4º ano da Escola Conviver, em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife: “Lembrem-se de alguém de que gostam. Como é o formato dos olhos? E da boca? Como é a pele? Agora, desenhem”. Durante a dinâmica, eles se depararam com um problema: de que cor pintar o rosto, já que o tom de cada pessoa era bem diferente do disponível nos potes de tinta ou nas caixas de lápis de cor, que geralmente têm um intitulado rosa-pele, por exemplo? 

Diante desse cenário, Santos explorou as cores em uma sequência didática que tratou da diversidade racial. “Alguns materiais industrializados reproduzem estereótipos de raça nomeando como cor de pele a branca e europeia”, afirma Eliana Gomes Pereira Pougy, especialista em Linguagens da Arte pelo Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma) e mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). 

Para ampliar a percepção dos estudantes sobre a diversidade e as várias possibilidades de reprodução de cores e formatos de orelha, olho, boca e cabelo, por exemplo, o professor leu para eles a obra O Livro das Caras (Claire Didier, 72 págs., Ed. Vergara e Riba, tel. 11/4612-2466, 54,90 reais) e mostrou as ilustrações de gente de diversos tipos e tons que compunham as páginas.



Os alunos comentaram sobre a variedade de rostos existente e cada um comparou o que viu no livro com o seu e o dos colegas. Em seguida, discutiram sobre as características que fazem com que cada pessoa seja singular. Santos propôs que eles se lembrassem do que distinguia dois gêmeos idênticos que frequentavam a escola. 

Organizados em duplas, os estudantes escolheram uma personalidade conhecida para desenhar de memória. Na sequência, trocaram os trabalhos e outro aluno tinha de fazer uma cópia do desenho recebido do colega. “Ao verem as diferenças de resultado entre as produções, perceberam que, por mais que se esforçassem para que ficassem iguais, era possível notar as singularidades de cada uma das imagens. O mesmo ocorre entre pessoas aparentemente iguais, como gêmeos”, explica o docente. 

O passo seguinte foi abordar as expressões faciais que indicam sentimentos, como dor, alegria e raiva. As crianças retomaram as referências vistas no livro e dramatizaram essas emoções com o rosto, para depois retratá-las no papel.


Com a percepção apurada sobre as diferenças, foi o momento de mergulhar na análise das questões raciais envolvidas nos desenhos, a fim de que as crianças pudessem refletir sobre elas e fazer suas produções sem submetê-las a padrões predeterminados. Para isso, Santos indagou a turma sobre o que era preconceito e em que ele se baseava. Os alunos debateram sobre o problema de classificar as pessoas com base em características físicas, já que cada uma era única. 

Nesse momento, vale retomar a questão dos materiais de pintura e como o racismo se manifesta neles e nas representações. De acordo com Laila Sala, coordenadora de projetos educativos do Centro de Convivência Educativa e Cultural de Heliópolis, o preconceito tem raízes nos tempos da escravidão, mas ainda é um problema grave na sociedade brasileira. “Ao observar as relações na escola, é possível identificar a existência dessa mentalidade, que leva as pessoas a ser discriminadas pela cor da pele. Por isso, cabe à Educação provocar esse debate”, diz. 

Para aprofundar o assunto, Santos apresentou à turma artistas que trabalham com a questão racial, como a fotógrafa Angelica Dass, que desenvolveu o projeto Humanae. Por meio dos pixels da foto digital, ela identificou a tonalidade da escala Pantone (sistema numérico de classificação de cores) correspondente à cor de pessoas fotografadas em diversos países. Impressões dessas imagens foram distribuídas pelo docente para os estudantes. Com isso, eles identificaram a grande variedade de tons de pele: mais amarelados, rosados e amarronzados, por exemplo. 

As crianças também foram apresentadas ao projeto Polvo Portraits, da artista plástica Adriana Varejão. Com base nos dados do Censo de 1976, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o que os brasileiros responderam sobre a cor de sua pele, Adriana criou tintas, que usou para pintar retratos feitos por ela. Segundo Laila, a ideia de inserir esse tema nas aulas de Arte é essencial, já que a produção artística se relaciona com as questões sociais de seu tempo e local de origem. “A arte não está descolada do contexto no qual está inserida. Ela lida com o plano simbólico desenvolvendo uma linguagem própria para isso”, analisa. 

Após a apreciação das obras, as crianças deram início ao próprio percurso investigativo, em que fizeram misturas de tintas para produzir tonalidades de pele e fazer retratos e autorretratos usando a nova paleta. Em um papel, eles pincelavam as cores originais e o tom final, nomeando cada um deles para que pudessem identificá-los depois. “Esse estudo permite ao aluno se apropriar das características expressivas das cores e ser capaz de manifestar ideias, desejos e sentimentos por meio da linguagem visual”, diz Eliana. 

A garotada também teve de pesquisar para criar cartelas com desenhos de diferentes tipos de olho, boca, nariz, orelha e cabelo, para que pudessem inserir nos rostos feitos. Os produtos finais fizeram parte de uma exposição organizada na escola. Com o projeto, as crianças concluíram que usar o bege ou o rosa como cor de pele é uma convenção e não representa a diversidade encontrada na sociedade. Também aprenderam que por trás desse tipo de padrão existe uma série de questões sociais e culturais envolvidas, que precisam ser debatidas para que preconceitos e estereótipos não sejam perpetuados. Dessa forma, chegaram à resposta para a pergunta-título desta reportagem: a cor da cor da pele é a cor que a pele de cada um tem.


Você sabe o que é Arte Contemporânea?

Faltam poucos dias para o fim da Bienal de Arte de 2014, em São Paulo, mas ainda dá tempo de conferir as criações de cerca de 100 artistas participantes. A exposição ocorre até o dia 7 de dezembro. É uma oportunidade de levar os alunos para apreciar de perto as mais de 250 obras contemporâneas, com técnicas e linguagens diversas – como fotografia, instalação, performance e vídeo –, e ampliar os saberes deles sobre esse movimento artístico. Para ajudá-los a entender um pouco mais sobre esse tipo de arte, assista ao vídeo acima e mostre aos estudantes. Nele, especialistas do setor educativo da Bienal contam o que é Arte Contemporânea e apresentam alguns exemplos.

31ª Bienal de São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s.n. - Parque Ibirapuera, Portão 3 (Pavilhão da Bienal)
Período: de 6 de setembro a 7 de dezembro de 2014
Horários de visitação: terças, quintas, sextas, domingos e feriados: das 9h às 19h. Quartas e sábados: das 9h às 22h. Fechado às segundas
Custo: Entrada gratuita

Confira: O que é Arte Contemporânea? O Exemplo da Bienal 2014

Para esclarecimento de como acontece, quem promove e conhecer mais os projetos envolvendo a arte contemporânea, você deve conhecer a CONAE - Conferência Nacional de Educação: