terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Seis bons filmes para estimular o debate sobre sexualidade


Estou feliz de retomar nossas conversas francas e abertas, indo Direto ao Ponto em temas que abordam a sexualidade na escola. E para começar bem o ano, ainda em ritmo de férias, quero indicar seis filmes que tratam, direta ou indiretamente, de alguns temas que costumamos discutir aqui no blog. Afinal, poucas coisas combinam tão bem com as férias como um bom filme, não é verdade?
Para mim, o cinema, além de uma ótima opção de entretenimento, pode servir como uma importante ferramenta pedagógica, unindo o útil ao agradável: diversão e aprendizado. Quando apresento um filme a um grupo de jovens, sempre assisto ao vídeo antes e anoto as cenas e os temas mais interessantes para serem discutidos por eles. Depois da exibição, convido os alunos a sentarem em círculo e peço que comentem o que mais lhes chamou atenção. Aos poucos, também destaco algumas cenas para acrescentar novos elementos ao debate. A ideia é que o filme sirva como um instrumento de reflexão e que complemente os outros recursos utilizados na formação do aluno.
Confira, a seguir, alguns filmes que levantam importantes questões sobre a sexualidade na adolescência. Eles estão disponíveis no Brasil em locadoras ou nos cinemas.
Billy Eliot
BILLY ELLIOT
Direção: Stephen Daldry
Gênero: Comédia dramática, Musical
País: Reino Unido
Este é um filme incrível! Billy Elliot (Jamie Bell) é um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas de carvão da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado pelo balé ao entrar em contato com a dança clássica em aulas realizadas na mesma academia onde pratica pugilismo. Incentivado pela professora de dança (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a o balé, ele resolve então pendurar as luvas e se dedicar de corpo e alma à dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade e o preconceito de seu pai e seu irmão, assim como o de boa parte da comunidade local.
O que discute: O filme é um excelente material de apoio para trabalhar com os alunos o preconceito de gênero. Ele aborda claramente como coisas que são de menina também podem ser de menino e vice-versa. Veja o trailer aqui (em inglês).
Vamos todos dancarVAMOS TODOS DANÇAR
Direção: Marilyn Agrelo
Gênero: Documentário
País: Estados Unidos
Um dos meus filmes prediletos, este documentário acompanha a jornada de alunos que frequentam escolas públicas da periferia de Nova York, com todos os problemas de drogas, criminalidade, sexo e agressividade. Para despertar a busca do sonho em se transformarem em pessoas de prestígio num mundo cheio de competições, é criado um campeonato de dança de salão entre as escolas. O filme traça o perfil de alunos de três escolas diferentes que descobrem a notoriedade, enquanto aprendem a dançar ritmos como o merengue, a rumba e o tango.
O que discute: Com este filme eu vi na dança de salão uma grande oportunidade de fazer um belo trabalho de Educação sexual! Ela provoca uma revolução maravilhosa nos valores e comportamentos destes jovens, como atesta o depoimento de uma das professoras: No começo do ano eu tinha na sala de aula 40 jovens problemáticos, e com a dança, ao final do ano, eu tenho 40 cavalheiros e damas…
Veja o trailer aqui (em inglês).

ABC do amorABC DO AMOR
Direção: Mark Levin
Gênero: Comédia romântica
País: Estados Unidos
A cidade de Nova York pode ser um local romântico, até quando você tem 10 anos e está se apaixonando pela primeira vez na vida. É isso que o jovem Gabe (Josh Hutcherson) descobre ao lado de sua colega de escola Rosemary (Charlie Ray). Nesta comédia, o amor é visto pelo olhar de duas crianças.
O que discute: Que doçura de filme! Além de você se divertir e relembrar o primeiro amor nesta idade, ele é um excelente instrumento de apoio para trabalhar com seus alunos este sentimento que tanto tira a concentração deles dos estudos. Você pode utilizar algumas sequências para trabalhar os papéis sexuais e de gênero, e ainda refletir com a turma sobre o que os meninos pensam das meninas e vice-versa. Assista ao trailer aqui.

Eu nao quero voltar sozinhoEU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO
Direção: Daniel Ribeiro
Gênero: Drama
País: Brasil
Este curta-metragem retrata a vida de Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego que muda completamente seu comportamento com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana (Tess Amorim) e entender os sentimentos despertados pelo seu novo amigo, Gabriel (Fábio Audi).
O que discute: Trata-se de um filme singelo e despretensioso, com uma temática muito próxima da garotada. Muito bom para abordar a orientação homoafetiva. Assista ao curta completo aqui.

desenrolaDESENROLA
Direção: Rosane Svartman
Gênero: Comédia Romântica
Nacionalidade: Brasil
Este é um filme bem divertido e gostoso de assistir! Priscila (Olívia Torres) tem 16 anos e se acha uma garota normal demais, principalmente em comparação com suas amigas. Quando sua mãe viaja a trabalho, ela resolve mudar radicalmente seu comportamento. Entre as muitas mudanças pretendidas, a perda da virgindade é uma das prioridades. Mas será que é a hora certa? Embora esteja decidida a seduzir o garoto mais “galinha” da turma (Kayky Brito) para viver sua primeira experiência sexual, um trabalho em grupo na escola e uma viagem com os amigos mudam suas expectativas.
O que discute: Este filme pode provocar uma boa conversa em sala de aula sobre virgindade e a primeira relação sexual.Veja o trailer aqui.

Confissoes de adolescenteCONFISSÕES DE ADOLESCENTE
Direção: Daniel Filho
Gênero: Comédia dramática
País: Brasil
Este filme será lançado no dia 10 de janeiro e tem tudo para ser um sucesso! Baseado na clássica série de televisão Confissões de Adolescente, adaptada do livro de mesmo nome de Maria Mariana e exibida entre 1994 e 1996 pelas TVs Cultura e Bandeirantes, a trama mostra as confusões das irmãs Tina (Sophia Abrahão), Bianca (Isabella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Carina (Clara Tiezzi), atualizadas para o cotidiano dos jovens em 2013. Com muito humor, ele traz à tona temas como exposição na internet, menstruação e relacionamento amoroso e sexual.
O que discute: Como o seriado, este também pode ser um excelente meio de fomentar a conversa sobre a sexualidade na adolescência. Confira aqui o trailer.
E você, costuma utilizar filmes para incentivar o debate sobre a sexualidade com seus alunos? Compartilhe conosco suas referências cinematográficas e experiências ao conversar com a garotada.
Boa sessão e um ótimo começo de ano para todos!
8 dicas para saber se a escola já pode usar tablets.

Segundo a Apple, as vendas de iPads para as escolas estão superando as vendas dos notebooks da marca por uma margem muito grande. Entretanto, como já está sendo discutido há um bom tempo, a tecnologia sozinha não é a resposta para um bom aprendizado. Esses dispositivos precisam estar integrados a um planejamento cuidadoso para a educação do século 21, que é aquela que agrupa as habilidades e competências necessárias em nossa sociedade e ajuda os alunos a desenvolvê-las.
Até no Brasil essa proposta também já é realidade. No mês de outubro, por exemplo, o próprio governo federal criou o Programa de Inclusão Digital, uma ação que vai conceder isenção de impostos a aparelhos que custam até R$ 1.500 desde que as empresas participantes incluam apps nacionais de educação em seus tablets.
E já que as notícias são boas e que não dá mais para fugir da tecnologia, confira algumas dicas de como se preparar para usar o tablet na sala de aula:

1– Saiba se você está pronto
Antes de comprar os dispositivos, é preciso responder algumas perguntas sobre a infraestrutura técnica para gerenciá-los e implantá-los de maneira adequada. Você tem uma internet banda larga boa o suficiente para conectar todos os dispositivos ao mesmo tempo? A sua rede sem fio é estável o suficiente para distribuir o sinal, sem perder a qualidade, para toda a escola?
Apesar de básicos, esses questionamentos precisam existir, caso contrário, o poder do tablet – que está diretamente relacionado à possibilidade de usar a internet como meio de aprendizado – será perdido.

2– Compreender e apresentar um bom motivo para adquirir os tablets
Este é um dos mais críticos problemas nas escolas: a discussão do uso dos dispositivos a partir de uma perspectiva educacional. É necessário, nesse momento, que toda a instituição esteja alinhada quanto ao uso de tablets para complementar sua missão educativa e que todos sejam informados sobre as decisões tomadas para o plano pedagógico, incluindo professores, pais, alunos e administradores.

3– Segmentar os objetivos para a aprendizagem do século 21
Usar o tablet para repetir os mesmos modelos de aula não funciona muito. Por isso, o jeito é sair da zona de conforto e aproveitar ao máximo o potencial educativo da tecnologia e projetá-lo para atender aos objetivos da aprendizagem do século 21. Isso significa desenvolver atividades que envolvam multimídia, comunicação, colaboração e aprendizagem baseada em projetos.

4– Entendendo que tablets não são laptops
A maioria dos laptops usam servidores de rede e senhas que podem definir permissões e proibições aos usuários. É importante lembrar que os tablets não são laptops. Não há um adminstrador e a capacidade de proteger e controlá-los é mínima. Procure maneiras de tirar proveito de sua mobilidade, câmera embutida, microfone, criação de vídeo e assim por diante. Se as atividades de monitoramento e controle são critérios importantes para a escola, pode ser aconselhável que fiquem com os laptops.

5– Superar a síndrome de que há um aplicativo para tudo
Sim, é verdade que existe um aplicativo para (quase) tudo, mas o benefício real para o aprendizado está em enxergar nos tablets ferramentas que podem ser usadas como parte do processo de aprendizagem e não algo que entrega diretamente o conteúdo curricular. Entre as maneiras de integrá-lo ao ensino está no incentivo para que os alunos a criem, por exemplo, entrevistas simuladas com figuras históricas famosas, expliquem fenômenos científicos usando uma animação em stop-motion ou criem programas de rádio para  praticar textos em língua estrangeira. Se essas oportunidades forem abertas, os alunos irão naturalmente gravitar em torno do uso criativo e inovador do tablet. Eles precisam ser incentivados a usá-lo como uma ferramenta de aprendizagem.

6– Formação contínua de professores
Antes de se chegar à mudança conquistada pelo bom uso dos tablets, a cultura escolar também precisa passar por alguns ajustes. Esses novos modelos só podem ser aplicados depois de um treinamento e apoio adequados aos professores. O ideal é que essa formação não dure só um dia, como aquelas oficinas dadas no meio do ano. É preciso ir além e reservar um tempo para diversas sessões ao longo do ano, reunindo grupos de educadores – inclusive de outras escolas – para trocar experiências e compartilhar seus sucessos e erros.

7- Permitir o imprevisível
Deixe os garotos um pouco livres. A tecnologia é mais eficaz quando é usada como uma ferramenta para capacitação desses alunos, portanto, não espere controlar todos os aspectos de suas aprendizagens. Os tablets permitem o uso de infinitos recursos, não adianta limitar seu uso em algumas poucas ferramentas do seu conhecimento. A criatividade, aqui, é um dos pontos mais importantes.

8– Pesquisar e documentar os planos de ação para algumas dessas perguntas:
– Que responsabilidades e processos estão em vigor para a compra e implantação de aplicativos?
– Quem será o responsável pela compra desses aplicativos?
– Quem vai gerenciar os perfis de usuário? Quais serão as restrições impostas?
– Você vai ter um perfil para cada estudante ou por classes e grupos?
– Onde os alunos vão armazenar e apresentar seus trabalhos? Você vai utilizar serviços em nuvem, como Evernote ou Dropbox?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ensino Fundamental 2

Os alunos vão aprender a pensar negativo

Nada a ver com baixo-astral. Como ensinar os números que antecedem o zero e como fazer cálculo com eles.

Elaine de Macedo usou a reta numérica como um apoio para ensinar os números negativos. Foto: Ramón Vasconcelos
Elaine de Macedo usou a reta numérica como um apoio para ensinar os números negativos.
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          Até os anos iniciais do Ensino Fundamental, os estudantes lidam com algumas ideias matemáticas, como a de o zero dar início à sequência numérica (e, portanto, ser o menor número) e a da impossibilidade de fazer 100 menos 200. Depois, elas são abandonadas: entre o 6º e o 7º ano, é hora de eles conhecerem os valores menores que zero, à esquerda dele na reta numérica. A turma já sabe um tanto sobre isso: o saldo negativo de gols dos campeonatos de futebol, os lugares em que a temperatura é negativa... Sua tarefa é formalizar esse conhecimento e ampliar os saberes, isto é, ensinar os alunos a trabalhar com os negativos e positivos nas operações.

         A turma tem de aprender a lidar com ideias como -3 é maior que -7 e -5 é menor que +3. "O que funcionava para os números naturais, os positivos, não faz mais sentido quando se trata dos negativos", diz Letícia Giordano, formadora do Mathema Formação e Pesquisa. Outro saber a ser adquirido é usar o sinal positivo para indicar os maiores que zero (com o passar do tempo, isso não será necessário: a classe terá ciência de que, se o sinal não aparece, trata-se de um positivo).

         Na EM Emérito Nestor Lima, em Parnamirim, região metropolitana de Natal, Elaine de Macedo começa a trabalhar com a classe do 7º ano abordando termômetros e painéis de elevadores, onde os negativos aparecem. "Montamos uma reta numérica na vertical. Os modelos citados indicam, por exemplo, que -1 aparece abaixo do zero, seguido por -2, -3 etc.", ela diz. Outra possibilidade é iniciar o assunto com problemas como: "A empresa onde João trabalha deve a ele 550 reais de salário. No fim do mês, ele recebeu 400 reais. Quanto ainda lhe deve?"
 
        A ideia de oposto foi ensinada por Elaine logo depois. Ela falou sobre os números iguais com sinais diferentes (como -10 e +10). Segundo Paulo Jorge Teixeira, docente da Universidade Federal Fluminense (UFF), a classe deve aprender também que os opostos são equidistantes do zero e que, se somados, o resultado é zero. Ele ainda diz ser essencial reforçar a notação matemática: o oposto de -4 é - (-4), ou seja, +4.

        Em seguida, Elaine encaminhou comparações. Apresentou dois números positivos: +5 e +9 e, depois, dois negativos: -8 e -16. Ela questionou qual o maior entre os pares. "A solução sobre os positivos foi mais fácil. Para responder sobre os negativos, os jovens analisaram a posição dos números em relação ao zero e aos positivos na reta e concluíram que o que está mais perto do zero, -8, é maior do que o outro, -16." O desafio seguinte foi entre +5 e -10. Não houve dúvidas: "O positivo é sempre o maior", respondeu a classe.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como oriento os professores na elaboração dos registros das ATPCs
| Ensino Fundamental - Maria Inês Miqueleto
Nem sempre os professores são muito organizados. Para ajudá-los, oriento que guardem seus registros das reuniões de formação em uma pasta com plásticos, em ordem cronológica
Nem sempre os professores são muito organizados. Para ajudá-los, oriento que guardem seus registros
das reuniões de formação em uma pasta com plásticos, em ordem cronológica. _____________________________________________________________________
 
 
         As férias estão terminando e precisamos voltar a nos organizar. Por isso, hoje vou contar como oriento meus professores na feitura de registros das reuniões de trabalho pedagógico coletivo, as chamadas ATPCs.
       
         No início do ano, entrego a cada docente uma pasta com plásticos. O objetivo é que eles a utilizem em todas as reuniões pedagógicas da escola, sejam elas de planejamento ou de estudos. Peço aos professores que organizem cada saquinho na seguinte ordem de documentos: pauta da reunião, textos estudados e anotações que fizeram no encontro. Dessa forma, tudo o que foi tratado fica num único lugar e, quando precisarmos retomar algum tema já trabalhado, será fácil de localizar os papéis.
 
         Além de pedir para que os professores façam anotações individuais das reuniões, solicito que um deles se responsabilize por fazer um registro geral. O interessante é não fazer em forma de ata, mas um texto reflexivo dos assuntos abordados. Isso significa que deve ser apontado o que foi mais significativo das discussões e as conclusões a que o grupo chegou. Na reunião seguinte, lemos o que foi escrito para dar continuidade aos estudos e para que quem faltou se inteire do que aconteceu.
 
         Para não deixar ninguém de fora desse trabalho, sigo a lista de presença. Assim, todos têm a oportunidade de fazer o registro. Com o fim da reunião, recolho o documento e arquivo na pasta das reuniões de trabalho coletivo.
 
        Acredito que todo esse sistema é muito importante, porque, às vezes, nos deparamos com professores que não são tão organizados. Penso que cabe aos coordenadores pedagógicos proporcionarem formas simples e possíveis para que tais docentes se acostumem com essa ordem, que é tão importante e necessária.
 
        E vocês, coordenadores, como orientam seus professores para que organizem os materiais das reuniões?
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Gestão Educacional
Capacitação de servidores no DF em destaque 
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:07 hs.
07/01/2014 - Com o propósito de formar e capacitar os servidores públicos do quadro administrativo do GDF, a Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), vem ganhando destaque na Capital e somente este ano beneficiou mais de 10 mil servidores públicos. Em 2013, foram ofertados 13 cursos para cerca de 1.300 servidores.

"Os cursos são voltados para todos os servidores do DF, tanto para os efetivos como os temporários. A Egov adota cursos longos, para os servidores de carreira e os de curta duração para os servidores comissionados, ambos com o mesmo objetivo. A ideia é capacitá-los", enfatizou a diretora executiva da Egov, Jaqueline Filgueiras.

Com 13 anos de existência, o trabalho diário da Egov é desenvolver ações de formação que estimulem a aprendizagem organizacional e oriente o servidor a tornar-se agente do processo de modernização e transformação da gestão pública.

"A escola atua na formação do servidor e visa oferecer cursos de capacitação nas modalidades presencial, semipresencial e cursos a distância para que o servidor possa atender melhor à população no desempenho de sua função", destacou a diretora.

Com unidades em todas as capitais brasileiras, a Rede Nacional de Escolas de Governo tem como objetivo aumentar a eficácia das instituições que trabalham com formação e aperfeiçoamento profissional dos servidores públicos dos três níveis de governo.

O servidor público Marcelo Santana procura sempre se aperfeiçoar e participar de novas turmas nos cursos oferecidos pela escola. "Além dos cursos, participo de palestras e sugiro aos demais servidores do GDF que frequente (a escola), pois é fundamental para a reciclagem profissional".

Os professores que atuam na Egov são servidores do GDF selecionados pelo currículo acadêmico e pela experiência profissional, para garantir uma maior proximidade entre a teoria e a prática.

Cursos e Parcerias - Na Egov, os cursos são desenhados em módulos sequenciais de forma a facilitar a compreensão e o autodesenvolvimento do aluno. De acordo com a diretora executiva, a escola possui parcerias com diversos órgãos, empresas e instituições de ensino. "Trabalhamos junto a secretarias, para os cursos customizados, o Sebrae para a formação de servidores e instituições de ensino, como Universidade de Brasília (UnB) e Centro Universitário do Distrito Federal (UDF)".

2014 - Em 2014, a sede da escola deve passar por reforma e o projeto de estruturação da Faculdade de Administração Pública do DF deve ser concluído. Além disso, o número de vagas e cursos de pós-graduação em áreas de interesse da Gestão Pública deve ser ampliado. O espaço também terá aulas de formação nas áreas de liderança, desenvolvimento gerencial, atendimento ao público, legislação vigente, informática, desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes.
Ensino Superior
Inscrições para o ProUni devem ser abertas na próxima sexta-feira 
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:33 hs.
07/01/2014 - BRASÍLIA – As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) deverão ser abertas na próxima segunda-feira (13) e poderão ser feitas até a sexta-feira seguinte (17). A previsão de data é do Ministério da Educação (MEC). O ProUni é destinado aos estudantes que querem concorrer a bolsas de estudo em instituições particulares de educação superior.

Pode participar o candidato que tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter tirado zero na redação e precisa ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou conseguido bolsa integral em escola particular.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais nas instituições privadas de ensino superior. As integrais são para os estudantes com renda bruta familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas aos candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa. O bolsista parcial poderá utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para custear o restante da mensalidade.

Quem se inscreveu no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também pode se inscrever no ProUni.

                  Fundamental 1

A cidade e a produção dos lugares

Objetivos
- Compreender a dinâmica dos espaços urbanos e seu significado para a vida cotidiana partindo da observação de paisagens do bairro da escola.

Conteúdos
- Paisagens urbanas.
- Dinâmica urbana: produção, circulação e moradia.
- Equipamentos e serviços urbanos.
- Setores da economia.

Anos
4º e 5º

Tempo estimado
7 aulas. 

Material necessário
Planta do bairro da escola e mapa da cidade ou computadores com o programa Google Earth, câmara fotográfica ou celular, mural de exposição, fotografias de paisagens urbanas.

Flexibilização
Para alunos com deficiência visual
Ao longo da primeira etapa, solicite ao aluno cego que compartilhe suas observações sobre a paisagem do bairro da escola: que dificuldades ele enfrenta para se locomover e chegar a até a escola? O que chama a atenção ao longo do percurso? Ofereça registros por escrito, em braile, a respeito da noção de paisagem e sobre a cidade ou o bairro. Os contornos das plantas da cidade e da escola devem ser feitos com cola de relevo, pedaços de barbante ou pontilhados, em braile. Pontos importantes podem ganhar preenchimentos com pedaços de tecido, algodão ou folhas secas (para localizar praças ou parques, por exemplo). Se necessário, amplie o tempo de realização de cada uma das etapas para que o aluno com deficiência visual acompanhe o desenvolvimento da sequência e conte sempre com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) para desenvolver habilidades específicas - como a leitura e a escrita no sistema braile ou o uso de softwares que permitem a navegação pela internet, como o Jauss.

Desenvolvimento
1ª etapa
Solicite aos alunos que observem a paisagem do bairro da escola, nos caminhos que percorrerem, procurando identificar aspectos relevantes do local. Eles podem citar o que notam nas características das ruas, praças, parques, pontos de comércio, serviços, indústria ou outra produção, moradias.

Para identificá-los, faça questões como: 1. O que é? 2. Onde está localizado? 3. Qual seu aspecto positivo ou o problema que se percebe em sua observação? 5. Por que ele está assim?

2ª etapa
Peça aos alunos que relatem as paisagens observadas. Indique as condições de manutenção e os benefícios/problemas que eles acarretam para o cotidiano dos que vivem no bairro.

Comente sobre a importância de saber observar as paisagens e o que ela pode revelar. Apresente explicações de elementos da produção do espaço urbano, destacando os processos de expansão, valorização e periferização. Explique a dinâmica da cidade e seus setores de atividades, destacando que o modo como os espaços são construídos e sua dinâmica está relacionado com as demandas da vida no bairro e também a requisitos da cidade e de outras cidades. Por exemplo: os modelos arquitetônicos de arranjo de praças são definidos por gestores da cidade, que padronizam o modo de "urbanizar" esses equipamentos em diversos lugares da cidade, com base em orientações tecno-científicas; os objetos vendidos no bairro são produzidos em outras partes da cidade, ou em outras partes do mundo, e pertencem a uma rede de produção.

Indique que as práticas das pessoas que vivem no bairro revelam um modo de ser do bairro, mas também se explicam por um modo de vida global predominante na atualidade. Leve, para ajudar na argumentação, fotografias de outros lugares da cidade e de outras cidades que mostrem pessoas circulando. Mostre também grupos utilizando transportes coletivos e carros; unidades residenciais de diferentes modelos arquitetônicos, espaços públicos de lazer, de saúde, casas de comércio e serviços (padarias, supermercados, lan-houses).

3ª etapa
Apresente a planta da cidade (ou localize a cidade no Google Earth) e localize, com os alunos, o bairro da escola. Explique a localização e o significado dessa localização para os alunos - trata-se de um espaço central ou periférico? Faz parte de uma área valorizada ou desvalorizada da cidade? Caracteriza-se como um bairro residencial ou de uso misto? Após a sua explicação, apresente a planta urbana do bairro da escola. Nela, trace alguns roteiros para percorrerem parte do bairro - veja de que maneira você consegue organizar essas saídas conforme a estrutura que tem na escola. Elabore a orientação do trabalho dos grupos: diga para observarem atentamente a paisagem, buscando apreender aqueles elementos destacados em sala de aula. Diga para escolherem "cenários" dessa paisagem para serem fotografados. Adapte essa situação para a sua realidade: se for viável, peça para os alunos mesmo fotografarem. Se não, faça as imagens conforme as indicações deles e registre as imagens que você acha essenciais. Para planejar o trabalho de campo com os alunos, prepare uma carta para a família de cada aluno explicando a atividade.

4ª etapa
Após o período do trabalho de campo, reúna o material fotográfico produzido. Em seguida, divida os alunos em grupos para selecionar as fotos, separando as imagens conforme os temas. 

5ª etapa
Diga aos alunos produzirem painéis unindo fotos e textos com comentários sobre o que as fotos revelam (o que se vê e o que se pode interpretar). Exponha os trabalhos em espaço da escola destinado a esse fim.

Avaliação
Debata sobre a experiência de conhecer o próprio bairro, comparando os elementos apontados na observação inicial e os apontados após a produção do painel fotográfico e as discussões em sala de aula.

Após o debate, cada grupo de alunos deve escrever um texto caracterizando o bairro, e destacando sua compreensão da valorização desse espaço em relação a outros espaços da cidade e a indicação de problemas evidenciados para sua gestão.